Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.

É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.

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2018/12/01

Publico e privado


Não devemos alimentar uma luta entre os trabalhadores do publico e do privado, mas sim entre exploradores e explorados. Porque há exploradores e explorados tanto no publico como no privado. Os exploradores do publico, não são os médicos, enfermeiros, professores, policias e outros explorados que trabalham para manterem as funções do estado a troco de migalhas. Os exploradores do estado, são os politicos, governantes, gestores públicos e todos os boys dos partidos e os seus familiares que não fazem nada e ganham balúrdios nos tachos que os partidos lhes arranjam.

Mais do que a verba que vai para a saúde ou educação que são das maiores fatias do orçamento, a maior fatia do Orçamento de Estado vai para os privados. Sejam elas Bancos privados, PPP rodoviárias e da saúde, hospitais privados, colégios privados, contratações publicas às empresas privadas dos amigos dos politicos, até os toureiros são subsidiados pelo estado. Procure a lista que vai ficar espantado.

Ou seja, os privados explorados dão mais dinheiro aos privados exploradores do que aos funcionários públicos explorados. Essa guerra que se quer fazer entre privados e públicos é uma divisão que só traz benefícios aos exploradores, tanto do privado como do publico. Dividir para reinar.

Enquanto lutarmos contra os explorados do publico que são tão explorados como os trabalhadores explorados do privado, não atacamos os exploradores do privado e do publico que são quem verdadeiramente beneficia dos impostos que todos pagamos.

2017/03/07

O Banco de Portugal é cúmplice dos assaltos aos bancos

Deixemos de ser ingénuos. Se o governador do Banco de Portugal Carlos Costa não estivesse a desempenhar bem as suas funções, já tinha sido demitido. O problema é nós pensarmos que ele está lá para defender os interesses dos depositantes dos bancos e dos contribuintes portugueses e por isso pensamos que ele não está a cumprir o seu papel, mas está. Está a defender os interesses de quem o nomeou e de quem o pode demitir.

Alguém acredita que se ele não estivesse a defender bem os interesses de quem o nomeou e de quem o pode demitir ainda lá estaria? é evidente que não. Se ele lá está, é porque está a desempenhar muito bem as suas funções. Mais uma vez a realidade vem provar que tenho razão, já que o seu antecessor foi promovido e premiado depois de ter fechado os olhos ao roubo de 10.000 milhões de euros do BPN e que fomos nós contribuintes que tivemos que os pagar. Alguém que é incompetente ou negligente é promovido? É evidente que não. A sua promoção prova que Victor Constâncio defendeu os interesses de quem deveria defender, e que esses interesses não eram os dos depositantes nem dos contribuintes portugueses. Claro como a água.

O que me faz mesmo confusão é as pessoas não verem o que está à vista de todos de forma tão clara. Basta olhar para a realidade para percebermos tudo. Qual é a realidade? A realidade é que os administradores dos bancos roubam o dinheiro dos depositantes e transferem o dinheiro roubado para bancos em offshores como já aconteceu 5 ou 6 vezes em Portugal. A realidade é que o banco de Portugal permite e é cúmplice desses roubos já que no caso do BES sempre nos foi dito pelo governador que o banco estava bem e que os portugueses podiam investir no banco quando já se sabia que estava falido. A realidade é que os lesados dos bancos ficaram sem o seu dinheiro e a alternativa é pagarmos todos com o dinheiro dos nossos impostos. A realidade é que quem roubou os bancos nunca teve que devolver o dinheiro roubado ou os bens comprados com o dinheiro roubado. A realidade é que só quem pode despedir o governador é o banco central europeu, para que nem os portugueses nem o governo português possam substituir o governador por alguém honesto e que na verdade defenda os interesses dos depositantes e contribuintes portugueses.

2017/02/23

Quem são os donos disto tudo?

Das duas uma... ou há em Portugal alguém que manda no presidente da república, nos governos, nos políticos, na assembleia da república e nos partidos com representação na assembleia, ou esta gente toda anda a gozar com a cara do povo português e com a dignidade do país.

Como é possível que o anterior e o actual governo, todos os partidos com assento parlamentar e até o presidente da república digam que querem apurar responsabilidades até às ultimas consequências, e não se consiga saber quem é que no governo anterior ordenou às finanças que deixassem sair de Portugal 10.000 milhões de euros sem pagar impostos, de quem é esse dinheiro, quem criou a lista VIP de contribuintes que estavam acima da lei e dos quais todos os funcionários de finanças estavam proibidos de investigar, e quem são os contribuintes que figuram nessa lista VIP.

Se não se apurarem todas as responsabilidades, se não se condenarem os culpados, se não se souber quem foram os corruptos e os corrompidos neste crime, se não se tributar o dinheiro que esses criminosos retiraram ilegalmente do país, fica provado que Portugal não é uma democracia nem um estado de direito, e que os políticos, os governos, a assembleia da república e até o presidente da república são simples paus mandados dos verdadeiros donos disto tudo, que são quem está acima da lei e que nenhum governo, politico ou presidente da república consegue enfrentar.

Assokapa

2016/09/04

A roubalheira do resgate dos bancos

É impressionante a facilidade com que as pessoas se deixam enganar. Andamos todos a discutir engenharia financeira, ratings, testes de stress, relatórios vindos do BCE ou de organismos que foram criados apenas para dificultar o entendimento das operações bancárias, e esquecermos o essencial. A nós, cidadãos portugueses lesados dos bancos, só nos interessa os factos, e os factos são:

O dinheiro desaparece como que por magia dos bancos e somos nós que pagamos o prejuízo.
Estamos a pagar e continuaremos a pagar durante muitos anos. Os sucessivos governos já injectaram nos bancos 20.000 milhões de euros de dinheiros públicos, ou seja, dinheiro dos nossos impostos. Para termos uma noção de grandeza do roubo, com 20.000 milhões de euros comprávamos 40 submarinos, ou 27 pontes Vasco da Gama, já com as respectivas corrupções incluídas.

Como é que o dinheiro desaparece dos bancos?
De várias formas, mas a mais comum é através de empréstimos que o banco concede a quem lhe pede emprestado e não paga a dívida. Quando os bancos emprestam dinheiro e não o recebem de volta, accionam as garantias bancárias, e vão buscar o valor em divida executando as hipotecas ou penhorando os avalistas. O problema surge quando as administrações dos bancos, emprestam dinheiro sem exigir garantias bancárias.

E a quem é que as administrações dos bancos emprestam dinheiro sem garantias bancárias?
Aos familiares, aos amigos pessoais, políticos, maçónicos, do partido, aos partidos a que pertencem, a quem os colocou nas administrações, a quem devem favores, a quem os consegue chantagear, às famílias de apelido pomposo, aos empresários vigaristas ou a grandes grupos económicos que normalmente os corrompem com uma percentagem do dinheiro emprestado. todos nós temos conhecimento de situações descritas em cima. Quem não se lembra da prenda de 11 milhões de euros que Ricardo Salgado recebeu de um empresário "amigo" a quem o BES emprestou umas centenas de milhões de euros?

Depois de muitas vigarices destas, os bancos ficam sem o dinheiro dos seus depositantes, e sem poder pagar os empréstimos que eles próprios contraíram em bancos estrangeiros. De seguida, os amigos governantes, que quando saírem da política têm bons tachos assegurados nesses bancos, apressam-se a pagar com o nosso dinheiro os prejuízos dos bancos, com a velha desculpa do risco sistémico.

Porque é que os governantes se apressam a cobrir os prejuízos dos bancos?
Porque para além de cobrirem as dívidas próprias, dos amigos e parceiros de partido aos bancos, pagam as dívidas dos bancos portugueses às instituições bancárias estrangeiras que se não receberem o dinheiro que emprestaram aos bancos portugueses, cortam o financiamento ao estado português. Digamos que juntam o útil ao agradável.

E isto responde a uma situação aparentemente inexplicável. Se o estado financia os bancos para cobrir os prejuízos, como é possível existirem lesados dos bancos que perderam todas as suas economias?

Resumindo… os vigaristas importantes pedem milhões aos bancos e não pagam, os cidadãos honestos perdem as economias de uma vida, os banqueiros e governantes salvam os amigos, e nós pagamos as dívidas dos vigaristas. E o mais chocante… ninguém vai preso nem é expropriado. Ainda este mês, Ricardo Salgado está a passar férias na sua quinta da Comporta.

Assokapa

2016/04/20

As intenções claras do BCE

As imposições de Bruxelas para se atingir determinados níveis de défice, mostram de forma clara as intenções de Bruxelas em relação à economia portuguesa. Se for necessário usar o dinheiro dos nossos impostos para cobrir os roubos, as corrupções e as perdas da banca, Bruxelas permite que os limites do défice sejam excedidos sem problema nenhum, como aconteceu ao défice de 2015, cujo limite foi largamente ultrapassado devido à ajuda ao Banif. Mas se for preciso exceder os limites do défice exigido para salvar vidas, aliviar o sofrimento dos portugueses mais carenciados, evitar que famílias vivam nas ruas e passem fome ou até para salvar a economia nacional, Bruxelas não permite que se exceda o défice.

A prova de que a união europeia e o Banco Central Europeu querem manter Portugal em crise permanente para que os países ricos beneficiem do pagamento dos juros da divida, é que não querem que Portugal suba o ordenado mínimo nacional, nem querem que o governo devolva o que PSD e o CDS nos roubaram, porque sabem que isso vai fazer com que a nossa economia comece a recuperar, e isso não interessa aos corruptos europeus.

Com tanto sítio onde cortar ou ir buscar dinheiro (parcerias público-privadas, resgates de bancos, pagamento de rendas à EDP, ou até cobrança de impostos às grandes fortunas e o fim dos paraísos fiscais) é curioso que o BCE aponte o congelamento do ordenado mínimo nacional, ou a não devolução do que nos foi roubado, como exigência para manter o défice nos valores que eles acham de deve estar, sabendo eles que o poder de compra dos portugueses é a única forma de a economia portuguesa poder começar a crescer.

Quem é minimamente inteligente sabe, que só com a devolução do poder de compra dos portugueses é possível fazer a economia e o emprego crescerem. Os bancos podem estar cheios de dinheiro para emprestar às empresas, que sem poder de compra dos portugueses nenhum empresário vai pedir emprestado ao banco para fazer uma empresa inviável por falta de quem lhes compre os produtos ou serviços.

Como não acredito que os economistas do BCE sejam tão estúpidos ou tão incompetentes que não saibam isso, só resta a possibilidade de tudo isto ser orquestrado por políticos corruptos europeus, no sentido de manter Portugal em profunda crise e assim beneficiarem com o colapso da economia portuguesa.

2016/04/06

A corrupção nos partidos politicos

Agora temos a certeza, com provas públicas, daquilo que muitos de nós sabíamos ou desconfiávamos, que uma grande maioria dos dirigentes políticos mundiais e muitos administradores e detentores das grandes corporações mundiais são traficantes, criminosos e corruptos, que vivem do roubo do dinheiro de quem trabalha e paga impostos. Agora já não há como fechar os olhos a esta criminalidade organizada. Quer seja dinheiro proveniente de corrupção, quer seja dinheiro que não pagou os impostos devidos, é dinheiro resultante de práticas criminosas.

Pior ainda, é que estes muitos milhares de milhões de euros roubados, são apenas uma pequena percentagem (entre 5% a 10%) do que foi verdadeiramente roubado aos respetivos contribuintes, na medida em correspondem a comissões referentes às quantias que os políticos deram a roubar às grandes corporações através de adjudicações de obras publicas, contratos fraudulentos de parcerias público-privadas e privatizações de empresas publicas ou de bens públicos.

Alguns países já começaram as investigações, mas por cá, com centenas de criminosos como administradores e detentores de empresas envolvidas nestes esquemas criminosos não se passa nada. Ainda não vi nenhum governante nem nenhum dirigente político-partidário condenar publicamente estas práticas criminosas nem propor ações para acabar com elas, o que prova que são coniventes, cúmplices e em muitos casos benificiários destas práticas criminosas.

O que seria normal, era ver nos média o primeiro-ministro e os principais dirigentes partidários, dizerem que vão criminalizar o enriquecimento ilícito e investigar todas as empresas portuguesas envolvidas nestas práticas criminosas. Só o Bloco de Esquerda veio dizer publicamente que vai voltar a apresentar na assembleia da república propostas de lei contra o enriquecimento ilícito. Vamos ver se e quando as apresenta, e como os outros partidos vão votar essas leis. Vamos poder perceber quais são os partidos políticos com dirigentes corruptos.

Portugal está em crise permanente, porque é governado por políticos corruptos e criminosos que se recusam legislar contra o enriquecimento ilícito, beneficiando eles próprios e os cúmplices que os corrompem, de leis que protegem criminosos em vez de os condenar. Os portugueses vão ter que começar a perceber quem são os partidos corruptos, coniventes e cúmplices da corrupção, e deixar de votar em corruptos, sob pena de eles próprios serem cúmplices dos ladrões a quem dão o poder de roubar o país e o dinheiro dos nossos impostos. Quem vota em corruptos não é vitima, é cúmplice.

Roubo de 16.000 milhões (32 submarinos) dos nossos impostos

Uma das provas de que somos governados por corrputos e criminosos, é que apesar de toda a gente já ter percebido que o plano nacional de barragens são um roubo aos nossos impostos, e um atentado à conservação da natureza, nenhum governante politico pára esta roubalheira. Não podemos estar com paninhos quentes com estes criminosos e temos que chamar as coisas pelos nomes. Os dirigentes dos partidos do arco da corrupção PS/PSD/CDS são ladrões e criminosos.




2016/01/15

Francisco Louçã do lado dos corruptos

Ataque a Paulo de Morais

Sempre tive grande apreço por Francisco Louçã, e nunca pensei ser possível ver Louçã atacar quem ataca a corrupção ou tentar branquear a corrupção com a argumentação habitualmente usada pelos corruptos.

Há duas formas de ver a corrupção, ou à luz da definição do que é a corrupção, (O uso de um poder publico delegado para beneficio próprio ou de terceiros) ou à luz da lei feita por corruptos, que tentam através da lei, dificultar a identificação e a obtenção de prova para o crime de corrupção. Assim, uma coisa é a corrupção em si, outra é aquilo a que a lei (feita por corruptos) identifica como corrupção.

O que os corruptos ou quem os defende fazem, e Francisco Louça está a fazer, é usar a definição da lei para identificar a corrupção, quando todos sabemos que à luz da lei só é considerada corrupção quando se consegue obter um determinado tipo de provas, obtidas em determinadas condições, e que sejam aceites pelo tribunal como prova, para que um caso claro de corrupção, seja efectivamente considerado pela lei portuguesa como corrupção.

O que acontece, é que segundo a lei portuguesa, actos de pura corrupção não são considerados corrupção, e são considerados incompetência ou actos de má gestão para que os corruptos não possam ser condenados por corrução. Os contratos das parcerias público-privadas que não são mais do que uma forma de roubar dinheiro ao estado, perante a lei é legal, porque a lei permite que estes roubos sejam realizados de forma legal.

Um caso paradigmático e que ilustra bem o que explico acima, é o caso dos submarinos que é claramente um caso de corrupção com provas apresentadas e com condenações na Alemanha e na Grécia, com a prisão dos envolvidos, à luz da lei portuguesa não é considerado um caso de corrupção e foi arquivado por falta de provas, porque a lei portuguesa não aceita como provas, as provas que são aceites noutros países. Ou seja, um caso de pura corrupção, segundo a lei portuguesa não é corrupção. Assim, segundo a argumentação de Francisco Louça e que tem sido a argumentação dos corruptos e seus beneficiários, o caso dos submarinos não é um caso de corrupção porque a lei português assim o diz.

Paulo de Morais não é investigador nem polícia, e o que ele faz é o que todos os portugueses deviam fazer (Francisco Louçã incluído) que é denunciar a corrupção no ministério público, e esperar que o ministério publico investigue a acuse os envolvidos. Se os casos são arquivados, não é culpa de Paulo de Morais.

Francisco Louçã deve estar a pagar o facto do Bloco de Esquerda o ter indicado para o Concelho de Estado, e como é impossível arranjar algo contra Paulo de Morais, acaba por fazer uma triste figura ao tentar iludir os portugueses, utilizando a argumentação que costuma ser utilizada pelos corruptos. Nunca pensei ser possível, ver Francisco Louçã, atacar quem ataca a corrupção ou tentar branquear a corrupção apenas por uma questão de concorrência politica. Ou foi só agora que Francisco Louçã conheceu a acção de Paulo de Morais?

https://www.facebook.com/groups/paulo.morais.a.presidente.da.republica/

2015/12/24

A prova de que a desculpa do resgate dos bancos são apenas o roubo dos nossos impostos

Para quem não percebeu o que se passou no Banif, eu explico de forma simples.

Como a Europa vai proibir que os estados possam usar o dinheiro dos contribuintes para "salvar" bancos, os banqueiros e os políticos só poderiam roubar o dinheiro dos nossos impostos com esta desculpa, até ao fim do ano. Assim, aproveitaram para roubarem mais 3.600 milhões de euros enquanto era possível.

Vão continuar a roubar, nas parcerias público-privadas, nas rendas fixas para as empresas dos amigos, nas isenções de IMI a quem tem muitas casas e de todas as outras formas com que nos têm roubado até aqui, mas com a desculpa de salvar bancos, já não vai dar mais.

Roubar com a desculpa de que é para salvar a economia é muito vantajoso porque se rouba muito de cada vez. Para se roubar 3.600 milhões de euros numa parceria público-privada, ainda leva uns 3 anos, e para “salvar” os bancos rouba-se a mesma verba de um dia para o outro. No BPN foram roubados 7.000 milhões, no BPP mais uns 2.000 milhões, no BES mais 5.000 milhões, e agora mais 3.600 milhões.

Com a desculpa de “salvar” bancos, já nos roubaram 17.600 milhões de euros. Para quem não imagina o que são 17.600 milhões de euros, são 35 submarinos já com corrupção incluída, ou 25 pontes Vasco da Gama, também com corrupção incluída.

Se o objectivo dos políticos não fosse roubar o dinheiro dos nossos impostos, logo a seguir ao BPN, teriam mudado as leis no sentido de não permitir que voltasse a acontecer. Como depois do BPN não se alterou nada e tudo ficou na mesma, fica provado que a intenção dos políticos era que se pudesse repetir o roubo mais vezes. E foi o que aconteceu. Depois do BPN, veio o BPP, depois o BES e depois o Banif. O descaramento é tanto que para o Banif já fomos roubados duas vezes.

Para evitar ter que emprestar mais dinheiro para cobrir os assaltos aos bancos, o BCE criou esta nova lei que vai entrar em vigor em 2016, que proíbe o roubo do dinheiro dos nossos impostos por parte do governo, com a desculpa de que é para “salvar” bancos. O BCE percebeu que com políticos ladrões como temos, e com um povo burro que tudo permite, se não fossem eles a travar estes assaltos sistemáticos ao dinheiro do nossos impostos, o BCE teria que nos emprestar dinheiro indefinidamente.

Os políticos roubam, o BCE empresta, e o povo fica a dever. O BCE tem sido cúmplice destes assaltos, porque lhe interessa que Portugal tenha uma divida alta, mas como isso já foi conseguido, já não lhe interessa estar a pagar os roubos da banca indefinidamente.

2015/12/17

A Campanha das presidenciais e os outdoors

A desproporcionalidade e desigualdade de condições que cada candidato tem à sua disposição é  assustadoramente antidemocrática e uma vergonha nacional a que estes políticos corruptos que nos têm governado sujeitam o país e os cidadãos.

Deveria ser proibido os partidos poderem apoiar os candidatos quer ideologicamente como monetariamente. A escolha de um Presidente da República deveria ser uma escolha livre de cada cidadão e não deveríamos ser condicionados na nossa escolha do presidente da república.

Mas como vivemos numa sociedade maioritariamente corrupta, profundamente antidemocrática no que toca às nossas escolhas políticas, assiste-se a esta palhaçada, com o desperdício completamente desnecessário do nosso dinheiro, e com a degradante e vergonhosa "venda" dos candidatos em outdoors como se fossem um qualquer detergente para a loiça.

Em vez deste vergonhoso desperdício do nosso dinheiro, os media deveriam convidar os candidatos que tivessem a sua candidatura oficializada a exporem as suas ideias e entrevistados de seguida, com igualdade de tempos de antena. Os cidadãos ouviam os candidatos e escolhiam em consciência aquele em quem desejariam votar.

O mais revoltante, é que somos todos nós que pagamos os milhões de euros gastos em milhares de outdoors espalhados pelo país, a candidatos que nem sequer apoiamos. Como são os partidos que pagam as campanhas de alguns candidatos que apoiam, e como é o dinheiro dos nossos impostos que alimentam os partidos políticos, estamos nós a pagar a publicidade a candidatos que não queremos ver de todo como presidentes da república. Como se isso não bastasse, temos que ser massacrados com esta poluição visual e degradante de ver os cúmplices da corrupção instalada num enorme outdoor virar de cada esquina.

A grande lufada de ar fresco, são os candidatos honestos como o Dr. Paulo de Morais, que faz uma campanha sem desperdício de dinheiros, o único que diz de forma transparente onde vai buscar o dinheiro para a sua campanha, verdadeiramente independente, e que tem como principal objectivo da sua candidatura, acabar com a corrupção e a mentira na politica, fazer cumprir a Constituição e dignificar as instituições democráticas. (que bem precisam).

2015/12/15

A entrevista de Sócrates

Vi a entrevista de José Sócrates que me deixou muito decepcionado. A única vantagem que a entrevista teve, foi mostrar a culpabilidade de Sócrates. Fiquei muito desiludido com José Alberto de Carvalho que tinha como jornalista independente e que me decepcionou ao permitir fazer uma entrevista com perguntas combinadas. Se assim não fosse, deveriam ter sido feitas as muitas perguntas que todos nós gostaríamos de ver respondidas. Perguntas essas que nem sequer foram feitas. O que interessa aos portugueses, é que Sócrates esclareça os portugueses em relação aos factos que ninguém entende, e não ver uma entrevista da treta apenas para ajudar Sócrates a fazer-se de vítima, e desviar as atenções do que realmente interessa ver esclarecido.

O lado bom da entrevista, foi ver confirmada a culpabilidade de Sócrates. Se os factos de que acusam Sócrates, fossem mentira, seria ele o primeiro interessado em esclarecê-los perante a opinião pública, e ficou provado que não só não esteve interessado em esclarecê-los como passou esta primeira parte da entrevista a dizer coisas que toda a gente já sabe. Toda a entrevista serviu para Sócrates acusar a acusação e os juízes, e fazer passar a ideia de que foi incriminado por vingança pessoal e para prejudicarem o PS.

José Alberto de Carvalho, foi completamente “enrolado” ou cúmplice de Sócrates, permitindo que Sócrates brincasse com as palavras e gozasse com a cara dele e de todos os portugueses inteligentes, sendo-lhe permitido várias vezes, que enfiasse os pés pelas mãos sem ser confrontado com as incoerências expostas. Diz ele que foi presente ao juiz apenas para se identificar, mas esteve lá dentro umas 8 horas. Mentiu descaradamente, com a conivência ou a incompetência do entrevistador.

Quando Sócrates diz que a sua detenção prejudicou o PS, é verdade, mas foi a sua corrupção que prejudicou o PS e não ele ser injustamente acusado para prejudicar o PS. É bem diferente. Outra coisa que José Alberto deixou passar em branco, foi Sócrates dizer que não é crime adjudicar trabalhos ao grupo Lena, e que os governos anterior e o posterior ao seu governo também adjudicaram trabalhos ao grupo Lena. Não é crime adjudicar trabalhos ao grupo Lena, o que é crime, é receber milhões de euros dos administradores do grupo Lena, quando se fizeram adjudicações de muitos milhões ao grupo Lena. Sócrates diz que Passos Coelho também adjudicou trabalhos ao grupo Lena, a única diferença, é que Santos Silva não paga as contas de Passos Coelho nem da sua família.

A segunda parte da entrevista vai ser passada amanhã, e espero que desta vez façam as perguntas incómodas e que todos os portugueses honestos querem ver esclarecidas.

Como é que Sócrates fez uma vida de luxo em Paris se não tinha rendimentos para isso?

Se o dinheiro que passa de Santos Silva para Sócrates é legal e legítimo, porque é que as entregas são feitas em dinheiro e às escondidas, e porque é que quando são transferências bancárias, têm que andar a saltar de conta em conta, entre familiares e amigos dos dois até finalmente chegarem a Sócrates?

Porque é que a conta em nome de Santos Silva só é movimentada por Sócrates? Todo o dinheiro que sai da conta, é para pagar despesas de Sócrates, do filho e da ex-mulher. É Santos Silva que paga as prestações da quinta que a ex-mulher de Sócrates tem no Alentejo.

Todos gostávamos de ver estas e muitas outras perguntas respondidas por Sócrates.

2015/12/07

Mentiras e mitos

Os partidos de extrema direita PSD/CDS, têm o mau habito de repetir mentiras até que se tornem verdade nas cabecinhas dos menos informados. Como os media estão nas mãos de grandes grupos económicos e todas as noticias são controladas, estes mitos que se cravam na nossa sociedade, são repetidos até que uma grande parte das pessoas acreditem que são verdade.

Das muitas mentiras que foram sendo repetidas até à exaustão pelos partidos de extrema direita, estão, entre muitas outras, que os portugueses gastaram acima das suas possibilidades, (quando hoje sabemos que fomos roubados acima das nossas possibilidades), que a segurança social não é sustentável, (quando hoje sabemos que a segurança social tem sido descapitalizada para fazer frente a outros gastos), que as empresas publicas que são vendidas ao desbarato, dão prejuízo, (quando todos nós sabemos que ninguém compra uma empresa que dá prejuízo) ou a pior de todas, que os bancos vão à falência (quando todos sabemos que são roubados pelos seus administradores, que fazem empréstimos aos amigos sem garantias bancárias, que nunca são pagos). São mentiras fáceis de desmontar, mas como são repetidas até à exaustão por todos os aldrabões e divulgadas pelos media repetidamente, acabam por se tornarem dados adquiridos numa sociedade inculta e que se limita a acreditar no que ouve nos media.

A mentira que agora tentam passar, é que não há dinheiro para que a maioria de esquerda consiga cumprir as suas promessas eleitorais. Para fazer cumprir as promessas da maioria de esquerda, dizem os entendidos que precisaríamos de 1.100 milhões de euros. Quatro vezes mais do que isso (4.100 milhões de euros), foi exactamente o que o governo anterior gastou em benefícios fiscais que ofereceu aos grandes grupos económicos e às empresas dos amigos. Ou seja, para se poder devolver o que foi roubado aos trabalhadores e pensionistas, aumentar substancialmente o ordenado mínimo, reduzir o IVA e melhorar a vida dos portugueses, basta que os grandes grupos económicos que se fartam de ter lucros, paguem os seus impostos como qualquer outra empresa ou cidadão.

Para além disto, o governo anterior ofereceu isenção de IMI aos excêntricos que têm muitas casas. Os fundos imobiliários e os bancos não pagam IMI. Se acabassem essas isenções, o estado arrecadava mais 5.000 milhões de euros. Ou seja, se os excentricamente ricos começassem a pagar o IMI que qualquer familia paga, teríamos dinheiro para melhorar substancialmente os cuidados de saúde prestados aos portugueses e sem pagar taxas moderadoras. Sabendo que gastamos anualmente 7.000 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde, imaginem como poderia aumentar substancialmente o orçamento da saúde se os fundos imobiliários pagassem os seus impostos como qualquer cidadão.

É mentira que não haja dinheiro para melhorar a vida aos portugueses, o que acontece é que os politicos corruptos dos partidos de extrema direita (PSD/CDS), roubaram os trabalhadores e reduziram o orçamento do estado social para dar esse dinheiro aos grandes grupos económicos, em isenções e perdões fiscais, em apoios aos bancos privados e no aumento das parcerias publico-privadas, em vez de acabar com as existentes. Na prática, os partidos corruptos de extrema direita roubam aos pobres para dar aos ricos, que são quem os financia e para quem eles realmente trabalham.

Não só não é preciso mais dinheiro para se cumprir as promessas eleitorais da maioria de esquerda e melhorar a vida dos portugueses, como ainda se pode poupar muito dinheiro se os grandes grupos económicos e os ricos começarem a pagar impostos como qualquer outro cidadão. Vamos ver como vai lidar o PS com estas injustiças sociais deixadas pelo governo de extrema direita.

2015/10/23

Radicalismos selvagens

Um dia destes ouvi o radical de extrema-direita Daniel Proença de Carvalho dizer que o PCP e o Bloco de esquerda são partidos de extrema-esquerda. Esta afirmação qualifica quem a profere. Só um radical de extrema-direita pode considerar extremistas, partidos que se preocupam com a sobrevivência de pessoas indefesas, roubadas, espoliadas e completamente abandonadas pelo governo de extrema-direita do seu país. Como se pode chamar de extrema-esquerda, partidos que lutam contra as desigualdades, e pelos direitos dos cidadãos?

Partidos radicais de extrema-direita, são os partidos de coligação PSD/CDS que roubam o dinheiro dos nossos impostos que deveria servir para cobrir as despesas do estado social. Um governo composto por selvagens radicais, que deixam os seus cidadãos e famílias sem trabalho, sem casa, sem comida e sem qualquer outra fonte de rendimento ou qualquer tipo de subsidio, para com esse dinheiro subsidiarem bancos, grandes grupos económicos que pagam ordenados de centenas de milhares de euros mensais a militantes e antigos governantes ou milhões de euros às firmas de advogados dos amigos, para criarem leis que deveriam ser criadas na assembleia de republica. E são essas leis, que dificultam a criminalização dos corruptos, já que são leis encomendadas por corruptos, e feitas à medida por advogados corruptos e sem escrúpulos, para branquearem e legalizarem os roubos a que estamos todos sujeitos.

radicais, extremistas e autênticos terroristas, são os partidos responsáveis pela morte de milhares de cidadãos que morrem por falta de cuidados de saúde, ou que se suicidam por não terem forma de dar comida aos seus filhos ou pagar as suas dívidas, e que são despejados das suas casas. Radicais de extrema-direita, são os partidos do governo, que aumentam selvaticamente os impostos aos cidadãos que trabalham, para isentarem de impostos, os bancos, os fundos imobiliários e os ricos. Radicais de extrema-direita são os traidores que deram as empresas públicas aos amigos, a quem lhes pagou comissões e lhes prometeu lugares na administração das empresas que beneficiaram, como é costume em Portugal.

2015/10/20

O BES não faliu... foi assaltado. Agora nós pagamos.

 Quando os ladrões que administravam o BES perceberam que se, à semelhança do BPN, sacassem todo o dinheiro que estava no banco e o levassem para contas offshore, seriamos todos nós a cobrir o prejuízo por ordem do Passos Coelho, não perderam tempo e depositá-lo noutros bancos.

Se isto não fosse verdade, o governo já tinha seguido o rasto do dinheiro, e já o teria confiscado. Mas como eles distribuem o lucro entre todos os envolvidos, o povo paga e não se fala mais nisso.

2015/05/30

A mentira repetida pelo governo de que a segurança Social não é sustentável

Acabei de ver o governo sombra e fiquei chocado com uma afirmação da cebecinha pensadora do João Miguel Tavares que disse com toda a convicção que toda a gente sabe que a segurança social é insustentável.

Ele disse aquilo com tanta convicção que me faz pensar que ele acredite mesmo no que está a dizer, ao contrário dos burlões do governo que apesar de o dizerem, sabem que é mentira. É uma mentira repetida tantas vezes que as cabecinhas pensadoras acabam por acreditar.

É claro que toda a gente que é inteligente e pensa, sabe que a segurança social não só é sustentável como tem contribuído para pagar tudo o que o governo se lembra de lá ir roubar. É tão sustentável, que até os banqueiros com reformas de centenas de milhares de euros mensais, também lá vão mamar.

Se a segurança social não é sustentável, apesar de ter milhões de pessoas a contribuírem todos os meses, será que o resgate a bancos que não contribuem para nada, será sustentável?

É engraçado como as cabecinhas pensadoras da direita, só acham que não é sustentável e estado social para o povo, porque o estado social para salvar bancos, empresas privadas dos amigos dos governantes e para dar isenções de impostos a ricos, bancos e grandes multinacionais é sempre sustentável.

Se um dia a segurança social deixar de ser sustentável, o estado só tem que lá pôr o as verbas que lá tem ido roubar há décadas para tudo e mais alguma coisa, e se um dia for preciso, só tem que suportar todos os custos que forem necessários, à semelhança do que faz com os bancos que são privados, e nunca descontaram para um fundo de resgate a bancos. Isso é que não é certamente sustentável.

2015/03/30

O governo rouba as casas aos pobres para dar aos ricos.

As casas que são expropriadas aos portugueses que por falta de trabalho não têm dinheiro para pagar o IMI, são depois vendidas a fundos imobiliários isentos de IMI que por não terem que pagar impostos, ficam com as casas vazias, fechadas e sem ter que as arrendar ou rentabilizar. Os seu legítimos donos ficam a viver na rua, e os novos donos ficam com as casas vazias e sem ter que pagar o respectivo IMI, razão pela qual os seus legítimos proprietários ficaram sem elas. Este procedimento de cobrar IMI aos cidadãos e isentar os fundos imobiliários é uma forma descarada de roubar as casas aos pobres para dar aos ricos, prejudicando o estado que deixa de receber o respectivo IMI do imóvel.

É estranho como ninguém percebe que este procedimento se trata de roubo descarado e como o tribunal constitucional deixa passar esta inconstitucionalidade. O IMI, como o nome diz, deveria ser um imposto sobre imóveis independentemente de quem fosse o proprietário, e as isenções fossem apenas aplicadas a quem não tem rendimentos para as pagar, em vez de serem isentados os ricos e os amigos do governo.

Estão isentos de pagar IMI, entre muitos outros, os fundos imobiliários, os bancos, os partidos politicos, as falsas fundações e os amigos dos governantes. Para que os ricos e os ladrões do costume não paguem IMI, o povo tem que pagar a dobrar até perder as suas habitações.

A prova de que o objectivo do IMI é só roubar as casas aos portugueses, é que as casas só deixam de pagar IMI quando já estão nas mãos das organizações criminosas isentadas pelo governo. Enquanto não estão, têm que pagar até os proprietários ficarem sem elas.


2015/03/29

Culpabilidade de Sócrates

Independentemente de se conseguir fazer prova que sirva ao tribunal - porque as leis feitas por corruptos servem para dificultar a obtenção de prova do acto de corrupção - A melhor prova de que as acusações a Sócrates são verdadeiras, é que a forma como as transacções bancárias são feitas e o teor das conversas telefónicas, têm o objectivo de esconder e dissimular as transacções. Se essas transacções fossem legais e legitimas, não havia necessidade de as tentar esconder. Sócrates podia pedir abertamente dinheiro ao amigo em vez de lhe dar a ordem de forma dissimulada para lhe dar o dinheiro, e os movimentos bancários podiam ser directos, em vez do dinheiro andar a passear por várias contas. O comportamento de Sócrates e Carlos Santos Silva, denuncia-os.

Para os defensores de Sócrates, sejam eles corruptos, beneficiem da corrupção, ou pessoas com algum interesse em o defender, o que conta é se ele é ou não condenado na justiça. Como as leis são feitas para proteger corruptos mesmo que os advogados o safem, não quer dizer que ele esteja inocente.

Para quem é imparcial em relação a Sócrates, o que interessa saber é se ele é verdadeiramente corrupto ou não, independentemente daquilo que for o resultado "desportivo" do confronto na justiça e da decisão do tribunal. Uma coisa é a realidade dos factos, a outra é a decisão do tribunal.

Com todos os factos conhecidos, que Sócrates nunca contestou apesar de ter tido possibilidade disso, e com a intenção clara de esconder que Sócrates é o verdadeiro dono do dinheiro, é fácil perceber que ele é efectivamente culpado dos crimes que o acusam.