Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.
É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.
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2011/05/20
Cá rouba-se com cumplicidade da troika
2011/05/08
2011/05/07
Grande discurso
2011/04/28
Organismos inuteis.. por Marque Mendes
2011/04/19
O jogo das cadeiras
Eu explico de uma forma simples:
Eu fabrico uma nota de 100 e empresto a um país e ele fica a dever-me 110. Mas o país só tem 100. Para me pagar os 110, vai ter que me pedir mais 100. Eu fabrico mais uma nota de 100 e o país fica a dever-me 220. Mas só tem 200. Se me pagar os primeiros 110 fica apenas com 90, mas deve-me 110. Ou seja, nunca há dinheiro para pagar a dívida porque a dívida é sempre maior do que o dinheiro que existe em circulação. Se cada nota que se fabrica gera uma dívida superior ao valor dela, nunca há dinheiro para pagar a dívida toda. É sempre preciso pedir mais dinheiro para pagar a dívida, e quanto mais dinheiro se pede, maior é a dívida.
Enquanto o dinheiro circula e há sempre alguém que deve a alguém, parece correr tudo bem. Ao criar-se uma crise, ou até apenas o pânico, em que toda a gente reclama o seu dinheiro aos devedores, há sempre alguém que não tem dinheiro para pagar a dívida.
É como o jogo das cadeiras. Há 10 pessoas em pé e 9 cadeiras. Enquanto não se sentarem todos ao mesmo tempo, há cadeiras para todos. Mas se de repente é necessário que todos se sentem ao mesmo tempo, fica a faltar uma cadeira e alguém vai à falência.
Na prática todo o dinheiro que existe em circulação não chega para pagar toda a dívida, porque a dívida é sempre maior do que o dinheiro que existe, devido ao facto de cada nota que se fabrica gerar uma dívida superior ao seu valor.
Assokapa
2011/04/18
Fernando Nobre
"Demonstra o meu desapego completo a qualquer cargo político de poder. Só iria para presidente da Assembleia da República porque é um lugar que permite exercer uma influência", sustentou Fernando Nobre.
Ou seja... Como tenho desapego por cargos politicos de poder... quero ser presidente da Assembleia da República, se não for, vou-me embora (grande desapego)... e quero ser árbitro para poder ter influência no jogo...
... porreiro pá.
Assokapa 18-04-2011
2011/04/17
Gang do crédito
Fico completamente abesbílico pelo facto de não ver ninguém fazer esse pequeno reparo. Não é Portugal que vive acima das suas possibilidades, são alguns portugueses (poucos) que vivem muitíssimo acima das suas possibilidades. Como é que se pode dizer que uma família que tem um rendimento de 800 € e paga 500€ de casa, e resta-lhe 300€ por mês para alimentar 4 pessoas, escola dos filhos passes sociais, médicos, remédios, vive acima das suas possibilidades?? Estamos todos parvos? Como é que um reformado que recebe 200€ de reforma e gasta 180€ em medicamentos vive acima das suas possibilidades??? Quem afirma uma coisa destas só pode ser estúpido que nem uma carrada de mato. Quem trabalha não vive acima das suas possibilidades.
Quem vive acima das suas possibilidades são os ladrões dos políticos com os gastos que fazem em nome do estado, com as mordomias e ajudas de custo ilimitadas, cartões de crédito e toda a espécie de roubos.
Quem vive acima das suas possibilidades é o governo que rouba metade do PIB com negócios desastrosos para o país, que fazem parcerias público-privadas em que o estado é fortemente lesado, transferindo a riqueza do estado para os privados e cobrindo os prejuízos dos privados com dinheiros públicos. São os boys que num país como Portugal, são dos gestores mais bem pagos da Mundo. Esses é que vivem acima das suas possibilidades, e esses é que deviam ser apertados pelo FMI.
As dividas e os prejuízos dos bancos como o BPN e dos seus accionistas que são dívida privada, passaram a dívida pública como que por magia. Isto é tão escandaloso que o governo traz o FMI para nos emprestar aquilo que o governo precisa de nos roubar. O FMI e o governo são o gang do crédito, porque no multibanco os portugueses também já não têm dinheiro.
O “modus operandi” deste gang é o seguinte…
Vamos na rua, e chega o Sócrates:
Sócrates: - Isto é um assalto… passa para cá 3000€
Zé Povinho: - Só tenho 100€
Sócrates: - Não faz mal, eu trouxe aqui o meu amigo FMI que te pode emprestar o resto.
Zé povinho: - Mas eu não preciso de dinheiro emprestado…
Socrates: - Claro que precisas… se eu preciso de te roubar 3000€ e tu só tens 100€ é fácil de ver que precisas de dinheiro emprestado… Ó FMI, dá-me 2500€, ficas com 500€ de juros para ti e dá o documento de divida de 3000€ para o Zé assinar.
O FMI que devia trazer austeridade a quem vive acima das suas possibilidades, vem trazer austeridade a quem já vive na miséria há décadas. Fico chocado por não ver ninguém, nem sequer os partidos da oposição nem presidente da república, nem a comunicação social chamar a atenção para o facto de terem que ser os portugueses que vivem acima das suas possibilidades, os alvos da austeridade.
Quando se trata de receber, uns recebem 200.000€ de ordenado por mês e outros recebem 400€, mas quando se trata de ficar a dever, cada português deve 3000€ de divida soberana… porreiro pá.
Num país onde as desigualdades são gritantes, é engraçado ver que na altura de pagar, passámos a ser todos iguais.
Assokapa 16.04.11
2011/04/16
Convencer os mercados
Enquanto uns estão a ser severamente apertados, outros continuam a roubar à grande e à Portuguesa. ( sim… porque os franceses não roubam assim). Ordenados obscenos para os “boys” (gestores públicos incluídos) do PS e PSD, mordomias para os políticos, institutos e organismos inúteis, pareceres jurídicos, e parcerias publico-privadas, benesses para os bancos, Etc.etc. Os roubos costume.
Dirão alguns que não são os ordenados milionários dos parasitas (gestores públicos) e as mordomias que fazem a diferença do défice. Pode até não fazer muita diferença em termos de dinheiro, mas faz toda a diferença em termos de atitude. Até porque o povo que já percebeu que os roubos continuam e que o dinheiro dos impostos que paga não está a ir para onde devia, não está com vontade nenhuma de trabalhar e continuar a ser roubado. Os mercados já perceberam isso. Enquanto o esforço não for de todos e no mesmo sentido, nunca as reformas serão credíveis. Enquanto o PS e o PSD se desentenderem na partilha do saque e do poder completamente alheados da realidade que os rodeia, e enquanto o Presidente da Republica não deixar de ser a “Rainha de Inglaterra”, vai ser difícil convencer os portugueses ou os mercados ou quem quer que seja do que quer que seja.
Se os dois partidos que têm desgovernado e vão continuar a desgovernar Portugal mostraram claramente na assembleia da república ao chumbar a proposta para limitar os ordenados dos parasitas (gestores públicos) que não estão dispostos a deixar de roubar, é claro que os mercados não levam a sério estas farsas a que o governo chama reformas.
Assokapa 22/02/2011
FMI em Portugal
Se pelo contrário, o FMI vier ajudar o governo na continuação do seu objectivo de destruir completamente o país, acabando com as poucas empresas que ainda conseguem sobreviver e com o emprego que resta que no fundo são quem produz, sustenta o país e que vão pagando os roubos do governo, dos políticos e dos parasitas que enriquecem à conta dos nossos impostos, então ficamos pior.
Neste caso o FMI não faz cá falta porque o governo está a conseguir com muito sucesso e de uma forma muito eficaz, acabar de vez com Portugal.
Assokapa 12/01/2011