Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.

É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.

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2012/06/03

O governo português devia ser julgado no Tribunal Internacional por crimes contra a humanidade

Os governos europeus condenam a actuação do governo Sírio que mata o seu povo com bombardeamentos e rajada de metralhadora, mas desvia o olhar em relação aos assassínios que o governo português comete contra o seu próprio povo.

O governo português, com a cumplicidade da europa e da troika, mata portugueses de uma forma muito mais bárbara. Através da tortura.

Todos os dias morrem portugueses cheios de dores, sem dinheiro para comprar os remédios necessários para lhes tirarem as dores ou para sobreviverem, ou dinheiro para pagarem as taxas moderadoras. Todos os dias morrem portugueses em filas de espera de meses ou mesmo anos, para intervenções cirúrgicas que lhes salvariam a vida. Todos os dias morrem portugueses com problemas de subnutrição. Todos os dias se suicidam portugueses, por não terem dinheiro para dar comida aos seus filhos, por perderem as suas casas, por não terem emprego, por depressão. Todos os dias morrem portugueses que vivem no interior do país, a quem o governo retirou centros de saúde, médicos de família, e até transportes para se deslocarem aos hospitais mais próximos que ficam a centenas de quilómetros. Estão completamente isolados e largados à sua sorte.

Não entendo como é que a forma escolhida para matar o seu povo, pode fazer tanta diferença na opinião pública. Matar de metralhadora, ou de fome, ou com falta de cuidados médicos, ou levando as pessoas ao desespero ao ponto de se suicidarem, não tem grande diferença. São formas diferentes de matar, mas o resultado é o mesmo.

E não venham com a conversa de que não há dinheiro, porque há. Há o dinheiro que se gasta com o BPN, com a compra de submarinos que não nos fazem falta nenhuma, com as parcerias público-privadas, com centenas de organismos de regulação que não servem para nada, e institutos que só servem para nos roubar e dar ordenados chorudos aos boys do governo e suas famílias.

O dinheiro dos nossos impostos, que deveria ser usado para dar ao povo português melhores condições de vida, está a ser descaradamente roubado pelos ladrões do governo, dos partidos políticos e das maçonarias.

Se não fossem permitidos estes roubos, haveria dinheiro para dar boas condições de vida a todos os portugueses, apesar da crise. Mais, se não fossem estes roubos, nem precisávamos de resgates financeiros. O governo Português, pediu ajuda financeira internacional para poder suportar os roubos a que todos os meses estamos sujeitos.

O governo Sírio matou 90 pessoas de uma vez só, o governo português só precisa de 30 dias para matar a mesma quantidade de cidadãos portugueses.

A quantidade de suicídios em Portugal, são o dobro das mortes em acidentes de viação, mas o governo finge-se preocupado com as mortes na estrada para legitimar a caça à multa.

O governo português está a matar o seu povo de forma bárbara, e ninguém parece importar-se com isso.

Vivemos na pior das ditaduras, que são as ditaduras disfarçadas de democracia, onde as leis estão feitas para proteger os políticos ladrões e corruptos, de forma a que o assalto aos dinheiros públicos sejam legais.

Assokapa

2012/05/21

2012/04/17

Apesar da crise... os roubos continuam

O governo e os partidos que o apoiam, querem fazer-nos querer que estamos em austeridade porque gastámos demais e agora temos que sofrer as consequências, mas isso não é a verdade. Nós estamos nesta situação, porque fomos e estamos a ser roubados de forma selvática e sem um mínimo de consciência da sustentabilidade do país.

Noutros países também se rouba, mas não se ultrapassa certos limites. Aqui, foi e continua a ser, mesmo à ganância. Esta alternância entre o PS e o PSD /CDS que se verifica há muitos anos, só tem servido para todos roubarem o mais que podem à vez, chegando mesmo a roubar o que já não temos, e criando divida para sustentar os roubos.

Neste momento, nós estamos em austeridade, não porque não haja dinheiro, mas porque o nosso dinheiro está a ser canalizado para pagar os roubos do BPN e das parcerias público-privadas, das fundações, dos institutos, dos observatórios entre outros. Como são roubos acordados com o governo e dos quais o governo é cúmplice, agora dizem-nos que têm que honrar esses compromissos.

O estado só não honra os compromissos que tem com o povo, com as instituições e cidadãos que produzem trabalho e sustentam o país. E chegámos a um ponto tal, em que o estado já nem se preocupa em esconder o seu empenho em roubar aos pobres para dar aos ricos. Não tem dinheiro para pagar uns quantos milhões de euros que deve aos bombeiros, e que estão na falência, mas tem dinheiro para pagar a dobrar e por engano, à Lusoponte. Não tem dinheiro para os subsídios de férias e 13º mês, mas tem 9.000 milhões para pagar a quem roubou o BPN. Não tem para a saúde, para a maternidade Alfredo da Costa ou para a educação, mas tem para pagar os roubos às parcerias público privadas.

Os ministros, enquanto estão no governo dão a empresas privadas os recursos que são de todos nós, através das concessões, e ainda por cima acordam em pagar a essas empresas indemnizações caso os negócios não gerem os avultados lucros que as empresas acham que deviam gerar. Depois saem do governo e vão gerir essas empresas, para também eles usufruírem do roubo que cometeram. Os roubos envolvem quantias tão grandes, que como não dá para roubar tudo de uma só vez, vamos pagando todos os anos, em alguns casos, mais de 50 anos.

As parecerias público-privadas, não são mais do que empresas privadas, que exploram os recursos do país, oferecidos pelo estado, e com quem o estado faz sociedade apenas para garantir que os lucros que essas empresas querem ter, estão assegurados pelos nosso impostos.

Um exemplo de como somos roubados indecentemente: Nós não usamos as autoestradas para não pagar as portagens, mas pagamos na mesma, porque o governo paga às concessionárias com o dinheiro dos nossos impostos, a diferença entre os carros que passam nas portagens e os que as concessionárias acham de deviam passar. A situação é tão ridícula, que as empresas concessionárias recebem sempre as portagens, quer os carros lá passem ou não. Neste caso, mesmo quem não tem carro ou quem não usa as autoestradas paga na mesma, através dos impostos.

É por causa destes roubos descarados, que nós não temos saúde, educação, justiça, nem quaisquer outras regalias sociais a que devíamos ter direito. Em vez de servir para pagar o estado social, o dinheiro dos nossos impostos foi e continua a ser roubado, pelos políticos e pelos partidos do governo através das parcerias público-privadas, que por sua vez lhes devolvem as respectivas comissões.

Assokapa

2011/10/08

Cozidos em lume brando

Cozidos em lume brando

Se pusermos uma rã dentro de uma panela com água muito quente, ela salta logo cá para fora, mas se a pusermos em água fria e depois formos aquecendo a panela, ela até começa a gostar do quentinho, e quando sentir que está a ficar quente demais, já não tem forças para saltar para fora, e morre cozida. É isso que está a acontecer aos portugueses e aos europeus.

Agora imaginem que a panela não tem uma, mas milhões de rãs. As de baixo começam a queimar primeiro mas não podem sair porque as de cima ainda não estão a sentir o quente e por isso pouco interessadas em sair. Ou seja, estamos a ser cozidos lentamente em lume brando e por camadas (sociais). Com esta forma de cozedura lenta, tanto na temperatura como forma como nos vai afectando, cozendo por camadas, nunca há o perigo da malta se revoltar, e quando dermos por ela, estamos todos cozidinhos.

Agora imaginem que a nossa panelinha (Portugal) está metida dentro de outra panela bem maior (Europa), e que estamos no fundo da panela grande. Este processo de cozedura lenta dentro da nossa panela, está também a acontecer na panela grande, só que neste caso Portugal, Grécia e Irlanda estão no fundo da panela, e os outros países da Europa ainda não começaram a sentir a queimar, mas não vai faltar muito.

Quem mede a temperatura da água, é quem está a aquecê-la. As empresas de notação financeira americanas, que ao serviço de quem as controla, vão fazendo a temperatura subir.

Assokapa