Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.

É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.

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2012/11/29

Roubados por dentro e por fora


Os aumentos de impostos que nos martirizam e destroem a economia têm como maiores beneficiários os agiotas que contrataram empréstimos com o estado português. Todos os anos, quase dez por cento do orçamento, mais de sete mil milhões de euros, destina-se a pagar juros de dívida pública.

Ainda no tempo de Sócrates, e para alimentar as suas megalomanias, o estado financiava-se a taxas usurárias de seis e sete por cento. A banca nacional e internacional beneficiava desse mecanismo perverso que consistia em os bancos se financiarem junto do Banco Central Europeu (BCE) a um ou dois por cento para depois emprestarem ao estado português a seis.

Foi este sistema que levou as finanças à bancarrota e obrigou à intervenção externa, com assinatura do acordo com a troika, composta pelo BCE, FMI e União Europeia. Mas este pacto foi, ele também, desastroso. Esperava-se um verdadeiro resgate que transformasse os múltiplos contratos de dívida num único, com juros favoráveis e prazos de pagamento dilatados. Assim, isolar-se-ia o problema da dívida e permitir-se-ia o normal funcionamento da economia. Mas o que o estado então assinou foi um verdadeiro contrato de vassalagem que apenas garantia austeridade. Assim, assegurou-se a continuidade dos negócios agiotas com a dívida, à custa de cortes na saúde, na educação e nos apoios sociais.

Para cúmulo, o empréstimo da troika foi celebrado com juros elevados e condições inaceitáveis. Na componente do empréstimo contratada com o FMI, este impôs até que o mesmo fosse indexado às cotações do euro, mas também do dólar, iene e libra, cuja valorização face ao euro era previsível. Como consequência, por via da flutuação cambial, Portugal terá de pagar mais dois mil milhões de euros de capital.

A chegada de Passos Coelho ao poder não rompeu com esse paradigma. Nem por sombras. O governo optou por nem sequer renegociar os empréstimos agiotas anteriormente contratados; e continua a negociar nova dívida a juros incomportáveis.

Os políticos fizeram juras de amor aos bancos, mas os juros pagámo-los nós bem caro, pela via dum orçamento de estado que está, primordialmente, ao serviço dos verdadeiros senhores feudais da actualidade, os banqueiros.

Paulo Morais Correio da Manhã

2012/11/26

Corrupção ao mais alto nível




Qualquer um destes filmes mostra bem o estado a que chegou a corrupção em Portugal. A corrupção está ao mais alto nível na politica Portuguesa. Os governos são altamente corruptos e roubam os cofres do estado, e nada é feito porque têm a cumplicidade do presidente da républica, da assembleia da républica, da procuradoria geral da républica, do DCIAP, das policias secretas, e de todas as instituições que têm responsabilidades na politica portuguesa.

2012/11/25

Sem consumidores não há investidores


Tenho ouvido alguns comentadores políticos e até o António José Seguro dizerem que para a economia começar a crescer é preciso abrir linhas de crédito para os empresários. Isso pode dar jeito a empresas que exportem para países com poder de compra, mas para o mercado interno de pouco serve. Nenhum empresário sério se vai endividar para abrir um negócio para o qual não vai ter clientes. Se todos os dias fecham empresas que já estão implementadas no mercado sem dinheiro para as despesas correntes por falta de clientes, como será possível uma empresa que tenha custos de implementação com os respetivos juros, sobreviver no mercado interno? Neste momento a maior parte das pessoas só têm dinheiro para o essencial. Casa, água, luz, comunicações e comida. Muitos nem isso.

O problema de Portugal, (para além da corrupção e dos roubos), é que devido à política dos salários de miséria, e ao desemprego, simplesmente não há mercado. Não havendo mercado não há investidores mesmo que haja dinheiro para emprestar. Nem portugueses, nem estrangeiros. As empresas só sobrevivem se houver quem compre os seus produtos.

Se de um mês para o outro, as pessoas que ganham para baixo do ordenado médio e que passam privações, recebessem o dobro do ordenado, a economia começava a crescer no mês seguinte. Porque as pessoas só não consomem porque não têm dinheiro. Não são a minoria que ainda ganha bem, ou os ladrões do governo e os seus boys com grandes ordenados e reformas escandalosas, e todos os roubos de dinheiros públicos para os grandes grupos económicos que fazem mercado ou sequer consomem o que é português. Os ladrões colocam o dinheiro roubado fora de Portugal, e não contribuem para o estímulo da economia.

Este problema que parece ninguém ver em Portugal, acontece também na Europa. A Alemanha acha que a austeridade dos países do sul da Europa é necessária, e esquece-se que são estes países que fazem crescer a economia alemã. Não havendo dinheiro nos países que tradicionalmente importam da Alemanha, a economia alemã vai começar sofrer o efeito. Já se prevê a estagnação da economia alemã no próximo ano.

Estas consequências são tão lógicas e tão fáceis de se prever, que não se percebe se o que vai na cabeça dos políticos é apenas incompetência, pura estupidez, ou se há aqui alguma intenção camuflada que beneficie com a destruição do país e da Europa.

Assokapa

2012/11/15

Agressão da policia a manifestantes pacificos




Vi em directo as manifestações de ontem em frente ao maior centro de corrupção em Portugal (assembleia da républica), e acompanhei as intervenções de quadros superiores da policia e os directos dos jornalistas das estações de televisão que faziam a cobertura no local.

Nem acreditava no que estava a ouvir. Chefes da policia e jornalistas a dizerem que era errado atacar a policia que também são povo e que também sofrem a austeridade. Se são do povo, não deviam defender os criminosos que nos governam, e não deviam atacar o povo. Como não são agredidos pela policia, os jornalistas não são imparciais nas suas declarações. Se eles têm o direito de lá estar porque estão a trabalhar, o povo também tem o direito de lá estar porque o direito à manifestação é um direito constitucional.

Os polícias são os cães dos políticos para se defenderem do povo que se revolta com a corrupção e os roubos dos políticos. Se são povo, deviam estar do lado dos manifestantes. A partir do momento que se põem do lado dos criminosos terão que ser tratados como tal.

Como convém aos políticos que os manifestantes sejam agredidos para não se manifestarem, a policia introduz nas manifestações policias à paisana para estes começarem os desacatos e justificar a carga policial.
A prova disso, é que apesar de dizerem que a manifestação foi pacífica e ordeira, e apenas alguns “profissionas” dos desacatos é que se tornaram violentos, a policia atacou indiscriminadamente toda a gente que estava na manifestação incluído pais com crianças ao colo, mulheres, velhos e moradores locais. Se a intenção da policia não fosse bater nos manifestantes, tinha sido fácil apanhar os tais “profissionais” dos desacatos, e não necessitavam de agredir o povo.

Os policias em serviço não são povo, são autênticos animais ferozes, que são atiçados contra o povo. Depois ainda ouvi o selvagem do ministro da administração interna a dizer que felicitava a acção da força policial. Devia ser largado lá no meio da manifestação e encherem-no de porrada… cabrão.

Também ouvi o estúpido do Passos Coelho a felicitar as pessoas que foram trabalhar, esquecendo-se de que quem estava na manifestação e muitos outros portugueses nem sequer trabalho têm, por culpa dele.

O povo embora pacifico, já percebeu que as manifestações pacificas não levam a nada, e se não começarmos a fazer manifestações violentas, ou o exercito sair à rua para prender esta cambada de ladrões que se apoderaram do governo e do dinheiro de todos nós através de um programa eleitoral fraudulento, vamos morrendo à fome, com falta de cuidados de saúde a que temos direito constitucional e continuaremos a ser despojados das nossas casas, e irmos viver para a rua. Qualquer dia, metade da população portuguesa vive na rua e as casas vazias.

E não me venham dizer que os políticos não têm alternativa por não haver dinheiro, porque há muito dinheiro que é roubado diariamente ao povo para encher o cu aos políticos, aos bancos, às grandes empresas, aos boys dos partidos que roubam o país através das fundações, organismos de regulação, dos observatórios, dos institutos, das parcerias público-privadas, e dos ordenados escandalosos que recebem os boys dos partidos no poder. A estes roubos, ainda não chegou a austeridade.

Assokapa

2012/11/10

Portugal tem que sair do euro


Portugal neste momento só tem uma solução. Sair do euro e voltar ao escudo. E é bastante fácil de perceber porquê, e impossível de argumentar contra.

Aqui há uns anos, quando Portugal entrou para a CEE (Comunidade Económica Europeia), esteve uns bons anos a receber dinheiro da CEE para as reformas estruturais, e para o país se modernizar e se preparar para a livre concorrência numa europa com a mesma moeda.

Acontece que os milhões de euros que vieram para Portugal, foram roubados pela classe politica que esteve nos sucessivos governos dessa época e pelos mesmos grupos económicos que ainda hoje nos continuam a roubar, e não foram usados na modernização do país. Maior parte desse dinheiro nem sequer ficou em Portugal, porque os ladrões escondem o produto dos seus roubos em paraísos fiscais, para fugirem à justiça e onde ninguém lhes pode tocar no dinheiro roubado.

Se quando recebemos esses fundos da europa, não estávamos preparados para competir com os outros países europeus, neste momento em que nada foi feito com esses fundos para modernizar o país, é fácil perceber que continuamos a não estar preparados para estar no euro, nem competir numa europa de moeda única, e o resultado está à vista. Até alfaces importamos.

Os ladrões que se apoderaram do poder através de programa eleitoral burlesco, nem equacionam essa possibilidade, porque a saída do euro não interessa aos políticos e aos ricos, que viam a sua riqueza ou o produto dos seus roubos (no caso de ainda estarem em Portugal) descerem para metade, nem interessa à troika que se farta de ganhar dinheiro à nossa custa, com juros verdadeiramente incomportáveis.

Para o país e para o povo, a saída do euro era benéfica. As exportações subiam em flecha, porque conseguíamos vender os nossos produtos na europa bem mais baratos que os países do euro, e as importações desciam em flecha porque os outros países não conseguiam pôr cá o produto deles mais barato que a nossa própria produção. A produção nacional renascia, tanto para exportar como para consumo interno. É ridículo comprarmos peixe ou alfaces aos espanhóis. Os espanhóis põem cá o produto deles mais barato que a nossa própria produção, porque têm custos de produção (combustível, energia, impostos etc.) mais baixos que os nossos, e porque são ajudados pelo governo espanhol, ao contrário de cá, em que o governo dificulta a vida, e rouba os produtores nacionais.

Os ladrões que se apoderaram do estado, enganando o seu eleitorado com um programa eleitoral falso, vão querer roubar o mais que puderem, e Portugal só vai sair do euro, quando já não houver mais nada para roubar, quando já estiver tudo privatizado, quando já não tiver capacidade de endividamento, quando a produção nacional estiver completamente destruída, quando as pessoas honestas e qualificadas já estiverem fora do país, ou já se tiverem suicidado.

Nós fomos para a europa, porque nos foi prometido um nível de vida idêntico aos outros europeus, mas na volta pagamos tudo ao mesmo preço ou mais caro ainda, e recebemos menos de metade que os europeus recebem. A nossa entrada na europa foi mais uma mentira das grandes, para sermos mais roubados ainda do que já eramos, e o resultado está à vista de todos.

E não me venham falar em baixa produtividade dos portugueses, porque os portugueses que estão noutros países onde os políticos sabem o que andam a fazer, são dos melhores profissionais em todas as áreas. Portugal não consegue desenvolver, porque neste país quem manda nos policias e quem faz as leis são os ladrões e os corruptos.

Assokapa

Temos aqui um, que a gozar também acha o mesmo que eu.

2012/10/31

Assaltos aos cofres do Estado


Hoje ouvi no telejornal que as renegociações das PPP com os consórcios privados (bancos, empresas de construção e escritórios de advogados), que recebem o dinheiro que o governo rouba do dinheiro dos nossos impostos foram prejudiciais para o estado (para todos nós).

O governo faz as renegociações para baixar as rendas, e no fim das renegociações, elas ficam mais caras ainda. Cada renegociação serve para sermos mais roubados ainda. Os consórcios aceitaram receber menos uns milhões de rendas, mas imputaram ao estado um valor muito superior nas responsabilidades que tinham nos contratos de manutenção das autoestradas.

Nas primeiras negociações era natural que saíssemos roubados porque a ideia do Sócrates, ao construir autoestradas que não nos fazem falta, e ao realizar estes contractos com estas empresas privadas era mesmo essa, assaltar os cofres do estado, para ele receber a respectiva comissão do roubo (parte dos tais 383 milhões de euros numa conta offshore em nome da família de Sócrates).

Mas agora nas renegociações feitas por Passos Coelho (que pelos vistos trabalha para os mesmo interesses económicos para quem trabalhava o Sócrates), e na situação actual do país, o estado deveria reduzir os roubos. Se todos nós que trabalhamos, temos que apertar o cinto, seria natural que quem rouba, quem chula, quem mama, e quem vive à nossa conta, também apertasse o cinto.

A maioria dos portugueses pode pensar que estas renegociações, em que saímos sempre a perder são mera incompetência de quem renegoceia por parte do estado, mas não é. Não é incompetência  é roubo descarado e à frente de toda a gente. À frente do povo, da policia, do tribunal de contas, dos tribunais civis, do ministério publico, da assembleia da républica e do presidente da republica.

Para garantir que se aumente a quantidade do dinheiro que nos é roubado, Passos Coelho nomeou para renegociar por parte do estado, representantes dos accionistas das empresas que beneficiam dos roubos. Isto é complicado de explicar porque à primeira vista parece impossível, mas vou tentar explicar de outra forma.

Vai realizar-se uma partida de xadrez. De um lado estão os consórcios das empresas privadas que ficam com o produto do assalto aos cofres do estado através das PPP (Consórcios formados por bancos, e empresas de construção), e do outro lado está o Estado (todos nós) que somos representados pelo governo, na pessoa de Passos Coelho.

Como Passos Coelho (e os seus ministros e secretários de estado) não querem ganhar o jogo, para mais tarde terem empregos nessas empresas ( à semelhança dos ex ministros dos governos do PS, PSD e CDS que hoje trabalham nessas empresas) nomeia para o substituir na partida nada mais nada menos que o próprio adversário, ou seja, representantes dos accionistas das empresas que formam esses consórcios.

Resumindo, as renegociações das PPP têm como negociadores representantes das empresas que neste momento roubam o estado, e do outro lado o estado e o povo português representados pelos mesmos representantes dessas mesmas empresas. É como se eu negociasse em nome do estado comigo mesmo. É como se cada um de nós escolhesse quanto quer ganhar, e tivéssemos a possibilidade de aprovarmos em nome do estado os nossos próprios rendimentos. De uma forma mais fácil de perceber, Sócrates e passos Coelho deram a chave dos cofres do estado aos ladrões, e como o cofre já está vazio, pedem dinheiro emprestado em nome do povo portugués, cortam-nos nos ordenados  e sobem os impostos, para poderem continuar a roubar, e cada vez mais. E somos nós, os nossos filhos e netos, que vamos pagar essa factura. E continuamos a votar neles.

Perceberam agora porque é que cada vez que se renegoceia as PPP, o estado sai mais prejudicado e nós somos todos mais roubados?

Não encontro no youtube o telejornal de hoje (ainda é cedo), mas deixo-vos aqui uns filiminhos curtinhos que mostram a perplexidade de algumas pessoas bem conhecidas de todos nós, e mostram como o ladrão do Sócrates fez um decreto-lei (que ainda vigora e que dá jeito ao Passos Coelho) em que impede o tribunal de contas de dar vistos no caso das renegociações dos contratos em vigor. Por outras palavras,  impede a policia de sair do quartel, sempre que eles estejam a assaltar os cofres do estado.

Assokapa







2012/10/25

Roubar mais do que é possivel


Quando comecei a ver em Portugal e na Europa a classe politica a justificar a austeridade, com a “desculpa” dos portugueses terem vivido acima das suas possibilidades, (e o povo a aceitar a austeridade como um castigo bem merecido) escrevi um texto em 17 de Abril de 2012 dizendo que isso é mentira. A causa da crise, foi termos sido e continuarmos a ser roubados acima das nossas possibilidades, ao ponto dos ladrões terem que ir pedir dinheiro emprestado à troika em nome do povo para poderem continuar a roubar à grande e à portuguesa (os franceses não roubam assim).

Como não tenho a visibilidade do Dr. Paulo Morais, foi com grande satisfação que li este texto e vi este filme, em que Paulo Morais denuncia esta mentira. É necessário que os portugueses tenham a noção que esta austeridade é apenas o continuar dos roubos, e a prova está neste orçamento para 2012. Os cortes continuam a ser para os mesmos, e as “vacas sagradas” como diz Paulo Morais continuam intocáveis. Para os mais desatentos, as “vacas sagradas” são os roubos que os políticos fazem ao nosso dinheiro, através dos pagamentos dos prejuízos dos bancos, das 87 parcerias público-privadas, e outros organismos, entre direções gerais, Institutos, observatórios, fundações, empresas publicas municipais e centrais, governos civis, e muitas mais, onde roubaram e continuam a roubar, para além dos políticos no governo, os milhares de boys do PS, PSD e CDS.


“A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.”

Paulo Morais (aqui)

Se este homem (Dr. Paulo Morais) fosse Primeiro Ministro de Portugal, isto entrava nos eixos num instantinho, e se Cavaco Silva  quiser provar que não teve nada a ver com os roubos que se fizeram na altura em que foi Primeiro Ministro, tem aqui a possibilidade de fazer um governo de iniciativa presidencial, e convidar o Dr. Paulo Morais a formar um governo de salvação nacional.

2012/10/20

DCIAP protege os corruptos




A Dra. Cândida Almeida disse, na Universidade de Verão do PSD que não há corrupção em Portugal. Caí no chão a rir. Por estas declarações, é fácil de ver porque é que ninguém é condenado em Portugal. Quando a diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), protege os corruptos, está tudo dito. Mas para não dizerem que sou má língua, vou passar aos factos.

1 - A Dra. Cândida Almeida diz que não consegue avançar com a investigação da corrupção no caso dos submarinos, porque o colega alemão (a quem a Dra. Cândida diz que lhe apetece mandar dar uma volta). Como se pode ver  num texto escrito pela eurodeputada Ana Gomes (publicada no seu blog “Causa Nostra”), e pela resposta enviada pela Procuradoria de Essen, os documentos não só já foram enviados, como se disponibilizam para o que for necessário. A Dra. Cândida Almeida vai ter que arranjar outra desculpa porque esta já não serve. Nota-se bem que a ideia é deixar prescrever este crime, à semelhança de tantos outros. Na Europa não vemos ninguém ser investigado, mas vemos gente a ser condenada. Cá vemos muito alarido com investigações e ninguém a ser condenado. Mais ridículo se torna, quando na Alemanha se condenou gente por se ter provado que corromperam portugueses, e cá ninguém foi corrompido.

2 – Quando confrontada com a questão sobre o porquê da impunidade de Sócrates que faz uma vida de grande luxo em Paris, Cândida Almeida responde que "nós não podemos fazer investigações para ver se conseguimos apanhar alguém, é preciso haver suspeitas, é verdade que o senhor está lá, é verdade que tem essa vida, mas o que é que nós vamos fazer?". Se não é considerada suspeita Sócrates fazer uma vida de luxo com alguns anos de ordenado de primeiro ministro, sendo um verdadeiro pindérico durante toda a vida, então não sei o que será suspeito. O fisco investiga pessoas com sinais exteriores de riqueza, mas o DCIAP não pode investigar o homem que mais roubou e deu a roubar em Portugal, ao ponto de deixar o país na banca rota, e que vive uma vida com elevadíssimos sinais exteriores de riqueza.

3 - O Procurador-geral da República (PGR) responsabilizou Cândida Almeida pelo fim das investigações ao caso Freeport. Fernando Pinto Monteiro esclareceu que o processo foi encerrado, para dedução de acusação, porque a atual diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), "não pediu mais tempo". Ou seja, o caso do Freeport prescreveu porque a Dra. Cândida Almeida quis que prescrevesse..

4 – Para acabarmos com humor, o processo da licenciatura de Sócrates, foi arquivado de novo porque um dos assistentes não pagou as custas judicias.

Se quiserem ter uma noção geral de como se rouba e se deixa roubar em Portugal, e como país está completamente minado de corruptos na áreas da politica, investigação e justiça... é clicar aqui.

Assokapa

2012/10/16

Tribunais aliados da corrupção


Apesar de provado o crime de corrupção no processo de Isaltino Morais referente às contas na Suíça ele não será condenado. Usando todas as manobras processuais possíveis, que apenas estão disponíveis a cidadãos com capacidade financeira e bons advogados, o autarca conseguiu que um crime provado e repetidamente confirmado por todas as instâncias prescrevesse. Isaltino não está, obviamente, preocupado com a sua imagem pública. Percebe-se porquê. Já depois de ter sido condenado foi reeleito pelos munícipes que ele próprio roubou. Interessa-lhe apenas não ser preso. Não será.

Num dos poucos casos em que um cidadão resolveu fazer alguma coisa contra a corrupção a história tive um fim bem diferente. Ricardo Sá Fernandes gravou uma tentativa de suborno. Gravou-a para se defender de qualquer acusação futura que, de facto, veio a surgir. A pedido do Ministério Público voltou a encontrar-se com Domingos Névoa. E, no início, conseguiu uma condenação: Domingos Névoa tentou subornar o irmão do advogado para este se calar em relação ao processo de compra dos terrenos da Feira Popular. No fim tudo se tornou mais difícil e Névoa conseguiu da justiça o mesmo tratamento que foi dado a Isaltino Morais.

Mas a história estava só no princípio. Quando chegou ao fim, Ricardo Sá Fernandes foi condenado. Para ser condenado por gravação ilícita (contrariando decisões anteriores), os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa até alteraram matéria de facto dada como assente. E consideraram que foi Ricardo Sá Fernandes que, indo ao encontro, criou o perigo de corrupção.

A justiça envia mensagens, nas suas decisões, a toda a sociedade. Ela foi recebida com estes dois desfechos judiciais. A corrupção não só é legal em Portugal como é incentivada pelos tribunais. Mais: quem se atreva a combate-la corre o risco de sentir sobre si a mão pesada dos juízes.

Com a candura do costume, a Procuradora Geral Adjunta Cândida Almeida disse, sobre o caso Isaltino Morais: "O nosso sistema é muito bom, agora o abuso que dele é feito é que é muito mau". Um sistema de justiça que aceita sistematicamente ser vítima de abuso até pode ser teoricamente excelente. Mas é, objetivamente, um aliado do crime. Acontece que, como se viu no caso de Sá Fernandes, o sistema lá encontra formas de ser imaginativo para chegar a condenações. Infelizmente, fá-lo contra os que tentam combater o abuso de que se diz vítima.

Daniel Oliveira Aqui

2012/10/15

Soares propõe governo de salvação nacional



Finalmente vejo alguns políticos, incluindo Mário Soares, a proporem a solução que eu propus há 3 meses neste mesmo blog, através de uma carta aberta ao Presidente. Esta carta foi enviada à Presidência da República, que amavelmente me enviou um aviso de receção, com um agradecimento pela mensagem, bem como o contributo que a mesma representa, ao exprimir a minha opinião sobre a atual situação do País.

Embora eu não acredite que Cavaco Silva tenha tomates para fazer um governo de iniciativa presidencial, com pessoas competentes e fora dos partidos políticos, era a única solução para mudar o sistema politico em Portugal, e fazer as reformas necessárias à retoma da democracia e da economia, ao fim da corrupção e ao desenvolvimento do país.

Exmo. Senhor Presidente da República

Portugal está a degradar-se de dia para dia. As famílias estão a desintegra-se, os pais não têm comida para dar aos filhos, e os portugueses estão a perder tudo, inclusive a dignidade. O facto de haver cada vez mais desempregados e pessoas desesperadas, que já perderam tudo e não têm mais nada a perder, está a fazer de Portugal uma perigosa bomba relógio pronta a explodir a qualquer momento. Os portugueses têm tido uma paciência irrepreensível, mas tudo tem limites.

Para piorar as coisas, os portugueses sentem que os sacrifícios não só não são partilhados por todos, como vêm alguns a viver escandalosamente bem, e pior, a enriquecer à conta dos sacrifícios de quem sempre pagou tudo e a quem sempre foram exigidos todos os sacrifícios.

Mais escandaloso ainda, é saber que Portugal paga à troika juros altíssimos pela divida publica, (mais do que gasta com o serviço nacional de saúde) e que podiam ser muito mais baixos, que o erário público é roubado através dos contratos criminosos com as 87 parcerias público-privadas, que o estado não acaba com as suas gorduras (13.740 organismos, entre direções gerais, Institutos, observatórios, fundações, empresas publicas municipais e centrais, e muitas mais), em que apenas 1.724 prestam contas ao estado. Nestes 13.740 organismos, maior parte deles inúteis, e com funções sobrepostas a outros, estão colocados gestores públicos (boys do PS, PSD e CDS e seus familiares e amigos). Segundo Marques Mendes, em apenas 1.520 destes organismos totalmente subsidiados pelo estado, trabalham 4.560 gestores públicos (boys), alguns com vencimentos mais altos do que os membros do governo, todos eles com carros, motoristas, secretárias e assessores. Tudo isto pago pelo orçamento geral do estado, ou seja, por todos nós com o dinheiro dos nossos impostos.

Nem nas leis se pode confiar, já que são feitas por escritórios de advogados privados, que além de receberem milhões para criar as leis, recebem milhões para dar pareceres sobre as leis pouco claras que eles próprios fizeram, e depois ainda vão vender a empresas privadas os “alçapões” que deixaram propositadamente nas leis para que alguns não as cumpram. A corrupção é uma praga nacional e a causa principal da crise em que estamos mergulhados, e aqui também as leis estão feitas para que nenhum corrupto seja condenado, nem sequer incomodado.

O pior de tudo, e que é completamente inconcebível e inaceitável, é que neste momento, não existe democracia nem estado de direito em Portugal, já que a justiça não funciona, e porque quem controla e dirige as instituições reguladoras que deviam fiscalizar o regular e legal funcionamento das instituições e empresas públicas e privadas, são exatamente as mesmas pessoas e empresas que deveriam ser objeto de fiscalização. Ou seja, são os ladrões que dirigem as operações da polícia.

O Governo perdeu toda a legitimidade política que lhe foi conferida pelo voto popular, na medida em que não cumpriu nenhuma das promessas eleitorais feitas ao povo português e razão pela qual recebeu o mandato da maioria dos portugueses que votou, com a agravante de não respeitar a constituição portuguesa e permitir que a democracia seja posta em causa, desrespeitando a lei das incompatibilidades, e colocando pessoas com conflito de interesses a controlar as entidades reguladoras e instituições fiscalizadoras, assim como nas comissões parlamentares de acompanhamento e de inquérito.

Como diz Paulo Morais (Vice presidente da ONG Transparência e Integridade), a Assembleia da Republica é um escritório de advogados em open-space e é a principal fonte de corrupção em Portugal, onde os deputados na sua condição de parlamentares, fiscalizam as suas próprias atividades enquanto advogados de empresas privadas. Por outras palavras, Portugal está a ser controlado e roubado por máfias e lóbis, que utilizam políticos corruptos de forma completamente livre e legal, já que são os próprios interessados e corruptos que fazem e fiscalizam as leis.

Na atual conjuntura, e porque estas diversas máfias gananciosas e ávidas de dinheiro que nos governam, não têm qualquer noção de quando parar com o espremer do povo, nem fazem a mais pálida ideia da situação completamente desesperante em que se encontra o povo português, porque eles vivem num mundo de abastança e prosperidade, se ninguém fizer nada, a panela de pressão vai mesmo explodir.

É óbvio que o governo está a contar com a polícia, e se necessário com o exército para reprimir o povo, (como já afirmou Passos Coelho), mas devo lembrar que os polícias são povo, e que além de estarem a ser muito maltratados, sentem a injustiça das desigualdades, e o exército já fez saber que não vai reprimir o povo que são no fundo quem os militares juraram defender, e a razão da sua própria existência. E claro, já toda a gente percebeu que quando o povo se revoltar, não só tem toda a legitimidade, como já vem tarde.

Como se prevê que a situação vá piorar e prolongar-se no tempo, é necessário alguém fazer alguma coisa. O Presidente da República tem o poder conferido pela constituição e pelo povo, e neste caso o dever, já que a democracia e a constituição estão postas em causa, de demitir o governo e dissolver a Assembleia da República.

Como os partidos políticos estão controlados pelas máfias e os lóbis que os sustentam e já provaram ao longo destas ultimas décadas que só servem para assaltar o erário publico, resta ao Presidente da Republica convidar alguém fora dos partidos e com provas dadas da sua honestidade e vontade de alterar o paradigma em que vivemos, para formar um governo de salvação nacional, que acabe com a corrupção, os roubos, os compadrios, e una Portugal, no caminho do desenvolvimento e criação de emprego.

O que se espera do Presidente da República, é que cumpra com honra e lealdade, as funções que lhe foram confiadas, e para as quais prestou juramento, que são defender a democracia e a constituição de Portugal, e o regular funcionamento das instituições. Portugal agradece.

Assokapa 15/07/2012