Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.
É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.
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2017/02/23
Quem são os donos disto tudo?
2016/09/04
A roubalheira do resgate dos bancos
O dinheiro desaparece como que por magia dos bancos e somos nós que pagamos o prejuízo.
Estamos a pagar e continuaremos a pagar durante muitos anos. Os sucessivos governos já injectaram nos bancos 20.000 milhões de euros de dinheiros públicos, ou seja, dinheiro dos nossos impostos. Para termos uma noção de grandeza do roubo, com 20.000 milhões de euros comprávamos 40 submarinos, ou 27 pontes Vasco da Gama, já com as respectivas corrupções incluídas.
Como é que o dinheiro desaparece dos bancos?
De várias formas, mas a mais comum é através de empréstimos que o banco concede a quem lhe pede emprestado e não paga a dívida. Quando os bancos emprestam dinheiro e não o recebem de volta, accionam as garantias bancárias, e vão buscar o valor em divida executando as hipotecas ou penhorando os avalistas. O problema surge quando as administrações dos bancos, emprestam dinheiro sem exigir garantias bancárias.
E a quem é que as administrações dos bancos emprestam dinheiro sem garantias bancárias?
Aos familiares, aos amigos pessoais, políticos, maçónicos, do partido, aos partidos a que pertencem, a quem os colocou nas administrações, a quem devem favores, a quem os consegue chantagear, às famílias de apelido pomposo, aos empresários vigaristas ou a grandes grupos económicos que normalmente os corrompem com uma percentagem do dinheiro emprestado. todos nós temos conhecimento de situações descritas em cima. Quem não se lembra da prenda de 11 milhões de euros que Ricardo Salgado recebeu de um empresário "amigo" a quem o BES emprestou umas centenas de milhões de euros?
Depois de muitas vigarices destas, os bancos ficam sem o dinheiro dos seus depositantes, e sem poder pagar os empréstimos que eles próprios contraíram em bancos estrangeiros. De seguida, os amigos governantes, que quando saírem da política têm bons tachos assegurados nesses bancos, apressam-se a pagar com o nosso dinheiro os prejuízos dos bancos, com a velha desculpa do risco sistémico.
Porque é que os governantes se apressam a cobrir os prejuízos dos bancos?
Porque para além de cobrirem as dívidas próprias, dos amigos e parceiros de partido aos bancos, pagam as dívidas dos bancos portugueses às instituições bancárias estrangeiras que se não receberem o dinheiro que emprestaram aos bancos portugueses, cortam o financiamento ao estado português. Digamos que juntam o útil ao agradável.
E isto responde a uma situação aparentemente inexplicável. Se o estado financia os bancos para cobrir os prejuízos, como é possível existirem lesados dos bancos que perderam todas as suas economias?
Resumindo… os vigaristas importantes pedem milhões aos bancos e não pagam, os cidadãos honestos perdem as economias de uma vida, os banqueiros e governantes salvam os amigos, e nós pagamos as dívidas dos vigaristas. E o mais chocante… ninguém vai preso nem é expropriado. Ainda este mês, Ricardo Salgado está a passar férias na sua quinta da Comporta.
Assokapa
2016/05/10
2016/04/20
As intenções claras do BCE
A prova de que a união europeia e o Banco Central Europeu querem manter Portugal em crise permanente para que os países ricos beneficiem do pagamento dos juros da divida, é que não querem que Portugal suba o ordenado mínimo nacional, nem querem que o governo devolva o que PSD e o CDS nos roubaram, porque sabem que isso vai fazer com que a nossa economia comece a recuperar, e isso não interessa aos corruptos europeus.
Com tanto sítio onde cortar ou ir buscar dinheiro (parcerias público-privadas, resgates de bancos, pagamento de rendas à EDP, ou até cobrança de impostos às grandes fortunas e o fim dos paraísos fiscais) é curioso que o BCE aponte o congelamento do ordenado mínimo nacional, ou a não devolução do que nos foi roubado, como exigência para manter o défice nos valores que eles acham de deve estar, sabendo eles que o poder de compra dos portugueses é a única forma de a economia portuguesa poder começar a crescer.
Quem é minimamente inteligente sabe, que só com a devolução do poder de compra dos portugueses é possível fazer a economia e o emprego crescerem. Os bancos podem estar cheios de dinheiro para emprestar às empresas, que sem poder de compra dos portugueses nenhum empresário vai pedir emprestado ao banco para fazer uma empresa inviável por falta de quem lhes compre os produtos ou serviços.
Como não acredito que os economistas do BCE sejam tão estúpidos ou tão incompetentes que não saibam isso, só resta a possibilidade de tudo isto ser orquestrado por políticos corruptos europeus, no sentido de manter Portugal em profunda crise e assim beneficiarem com o colapso da economia portuguesa.
2016/04/06
A corrupção nos partidos politicos
Pior ainda, é que estes muitos milhares de milhões de euros roubados, são apenas uma pequena percentagem (entre 5% a 10%) do que foi verdadeiramente roubado aos respetivos contribuintes, na medida em correspondem a comissões referentes às quantias que os políticos deram a roubar às grandes corporações através de adjudicações de obras publicas, contratos fraudulentos de parcerias público-privadas e privatizações de empresas publicas ou de bens públicos.
Roubo de 16.000 milhões (32 submarinos) dos nossos impostos
2016/03/19
2016/01/31
Os governos portugueses violam sistematicamente a Constituição Portuguesa
Pensamos que vivemos numa democracia e que temos uma imprensa livre, mas de facto não é verdade. Na recente campanha eleitoral para as presidenciais de 2016, o candidato Paulo de Morais denunciou várias violações à Constituição da República Portuguesa, que foram sistematicamente abafadas durante a campanha e que passadas as eleições nunca mais se ouviram falar.
Os chamados comentadores políticos, que não são mais do que fazedores de opinião e os chamados jornalistas, que são controlados como se marionetas se tratassem, não só não falam sobre o assunto como não interrogam os actores políticos sobre essas violações alarmantes da Constituição Portuguesa.
Essas violações Constitucionais que beneficiam os grandes grupos económicos e os excentricamente ricos deste país e que não pagam impostos, têm como cúmplices os políticos dos partidos que têm estado no poder nas últimas décadas, os deputados eleitos para fiscalizarem o governo em nome do povo, e pior ainda, de todos os presidentes da republica, que jurando defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, permitem que a Constituição seja brutalmente violada como se nada fosse.
Entre as denúncias feitas por Paulo de Morais, estão o facto de a Constituição Portuguesa determinar que o Estado tem que garantir um ensino básico universal obrigatório e gratuito e no entanto uma família que tenha um filho a estudar no 9º ano só em livros escolares gasta cerca de 400 euros por ano.
Outra violação gritante da Constituição é a desproporcionalidade no pagamento de impostos. Em Portugal, e contra o que dita a Constituição, quem tem pouco património paga IMI, e quem tem muito património está isento de IMI.
2016/01/15
Francisco Louçã do lado dos corruptos
Sempre tive grande apreço por Francisco Louçã, e nunca pensei ser possível ver Louçã atacar quem ataca a corrupção ou tentar branquear a corrupção com a argumentação habitualmente usada pelos corruptos.
Há duas formas de ver a corrupção, ou à luz da definição do que é a corrupção, (O uso de um poder publico delegado para beneficio próprio ou de terceiros) ou à luz da lei feita por corruptos, que tentam através da lei, dificultar a identificação e a obtenção de prova para o crime de corrupção. Assim, uma coisa é a corrupção em si, outra é aquilo a que a lei (feita por corruptos) identifica como corrupção.
O que os corruptos ou quem os defende fazem, e Francisco Louça está a fazer, é usar a definição da lei para identificar a corrupção, quando todos sabemos que à luz da lei só é considerada corrupção quando se consegue obter um determinado tipo de provas, obtidas em determinadas condições, e que sejam aceites pelo tribunal como prova, para que um caso claro de corrupção, seja efectivamente considerado pela lei portuguesa como corrupção.
O que acontece, é que segundo a lei portuguesa, actos de pura corrupção não são considerados corrupção, e são considerados incompetência ou actos de má gestão para que os corruptos não possam ser condenados por corrução. Os contratos das parcerias público-privadas que não são mais do que uma forma de roubar dinheiro ao estado, perante a lei é legal, porque a lei permite que estes roubos sejam realizados de forma legal.
Um caso paradigmático e que ilustra bem o que explico acima, é o caso dos submarinos que é claramente um caso de corrupção com provas apresentadas e com condenações na Alemanha e na Grécia, com a prisão dos envolvidos, à luz da lei portuguesa não é considerado um caso de corrupção e foi arquivado por falta de provas, porque a lei portuguesa não aceita como provas, as provas que são aceites noutros países. Ou seja, um caso de pura corrupção, segundo a lei portuguesa não é corrupção. Assim, segundo a argumentação de Francisco Louça e que tem sido a argumentação dos corruptos e seus beneficiários, o caso dos submarinos não é um caso de corrupção porque a lei português assim o diz.
Paulo de Morais não é investigador nem polícia, e o que ele faz é o que todos os portugueses deviam fazer (Francisco Louçã incluído) que é denunciar a corrupção no ministério público, e esperar que o ministério publico investigue a acuse os envolvidos. Se os casos são arquivados, não é culpa de Paulo de Morais.
Francisco Louçã deve estar a pagar o facto do Bloco de Esquerda o ter indicado para o Concelho de Estado, e como é impossível arranjar algo contra Paulo de Morais, acaba por fazer uma triste figura ao tentar iludir os portugueses, utilizando a argumentação que costuma ser utilizada pelos corruptos. Nunca pensei ser possível, ver Francisco Louçã, atacar quem ataca a corrupção ou tentar branquear a corrupção apenas por uma questão de concorrência politica. Ou foi só agora que Francisco Louçã conheceu a acção de Paulo de Morais?
https://www.facebook.com/groups/paulo.morais.a.presidente.da.republica/
2015/12/24
A prova de que a desculpa do resgate dos bancos são apenas o roubo dos nossos impostos
Como a Europa vai proibir que os estados possam usar o dinheiro dos contribuintes para "salvar" bancos, os banqueiros e os políticos só poderiam roubar o dinheiro dos nossos impostos com esta desculpa, até ao fim do ano. Assim, aproveitaram para roubarem mais 3.600 milhões de euros enquanto era possível.
Vão continuar a roubar, nas parcerias público-privadas, nas rendas fixas para as empresas dos amigos, nas isenções de IMI a quem tem muitas casas e de todas as outras formas com que nos têm roubado até aqui, mas com a desculpa de salvar bancos, já não vai dar mais.
Roubar com a desculpa de que é para salvar a economia é muito vantajoso porque se rouba muito de cada vez. Para se roubar 3.600 milhões de euros numa parceria público-privada, ainda leva uns 3 anos, e para “salvar” os bancos rouba-se a mesma verba de um dia para o outro. No BPN foram roubados 7.000 milhões, no BPP mais uns 2.000 milhões, no BES mais 5.000 milhões, e agora mais 3.600 milhões.
Com a desculpa de “salvar” bancos, já nos roubaram 17.600 milhões de euros. Para quem não imagina o que são 17.600 milhões de euros, são 35 submarinos já com corrupção incluída, ou 25 pontes Vasco da Gama, também com corrupção incluída.
Se o objectivo dos políticos não fosse roubar o dinheiro dos nossos impostos, logo a seguir ao BPN, teriam mudado as leis no sentido de não permitir que voltasse a acontecer. Como depois do BPN não se alterou nada e tudo ficou na mesma, fica provado que a intenção dos políticos era que se pudesse repetir o roubo mais vezes. E foi o que aconteceu. Depois do BPN, veio o BPP, depois o BES e depois o Banif. O descaramento é tanto que para o Banif já fomos roubados duas vezes.
Para evitar ter que emprestar mais dinheiro para cobrir os assaltos aos bancos, o BCE criou esta nova lei que vai entrar em vigor em 2016, que proíbe o roubo do dinheiro dos nossos impostos por parte do governo, com a desculpa de que é para “salvar” bancos. O BCE percebeu que com políticos ladrões como temos, e com um povo burro que tudo permite, se não fossem eles a travar estes assaltos sistemáticos ao dinheiro do nossos impostos, o BCE teria que nos emprestar dinheiro indefinidamente.
Os políticos roubam, o BCE empresta, e o povo fica a dever. O BCE tem sido cúmplice destes assaltos, porque lhe interessa que Portugal tenha uma divida alta, mas como isso já foi conseguido, já não lhe interessa estar a pagar os roubos da banca indefinidamente.