Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.

É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.

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2017/03/07

O Banco de Portugal é cúmplice dos assaltos aos bancos

Deixemos de ser ingénuos. Se o governador do Banco de Portugal Carlos Costa não estivesse a desempenhar bem as suas funções, já tinha sido demitido. O problema é nós pensarmos que ele está lá para defender os interesses dos depositantes dos bancos e dos contribuintes portugueses e por isso pensamos que ele não está a cumprir o seu papel, mas está. Está a defender os interesses de quem o nomeou e de quem o pode demitir.

Alguém acredita que se ele não estivesse a defender bem os interesses de quem o nomeou e de quem o pode demitir ainda lá estaria? é evidente que não. Se ele lá está, é porque está a desempenhar muito bem as suas funções. Mais uma vez a realidade vem provar que tenho razão, já que o seu antecessor foi promovido e premiado depois de ter fechado os olhos ao roubo de 10.000 milhões de euros do BPN e que fomos nós contribuintes que tivemos que os pagar. Alguém que é incompetente ou negligente é promovido? É evidente que não. A sua promoção prova que Victor Constâncio defendeu os interesses de quem deveria defender, e que esses interesses não eram os dos depositantes nem dos contribuintes portugueses. Claro como a água.

O que me faz mesmo confusão é as pessoas não verem o que está à vista de todos de forma tão clara. Basta olhar para a realidade para percebermos tudo. Qual é a realidade? A realidade é que os administradores dos bancos roubam o dinheiro dos depositantes e transferem o dinheiro roubado para bancos em offshores como já aconteceu 5 ou 6 vezes em Portugal. A realidade é que o banco de Portugal permite e é cúmplice desses roubos já que no caso do BES sempre nos foi dito pelo governador que o banco estava bem e que os portugueses podiam investir no banco quando já se sabia que estava falido. A realidade é que os lesados dos bancos ficaram sem o seu dinheiro e a alternativa é pagarmos todos com o dinheiro dos nossos impostos. A realidade é que quem roubou os bancos nunca teve que devolver o dinheiro roubado ou os bens comprados com o dinheiro roubado. A realidade é que só quem pode despedir o governador é o banco central europeu, para que nem os portugueses nem o governo português possam substituir o governador por alguém honesto e que na verdade defenda os interesses dos depositantes e contribuintes portugueses.

2017/02/23

Quem são os donos disto tudo?

Das duas uma... ou há em Portugal alguém que manda no presidente da república, nos governos, nos políticos, na assembleia da república e nos partidos com representação na assembleia, ou esta gente toda anda a gozar com a cara do povo português e com a dignidade do país.

Como é possível que o anterior e o actual governo, todos os partidos com assento parlamentar e até o presidente da república digam que querem apurar responsabilidades até às ultimas consequências, e não se consiga saber quem é que no governo anterior ordenou às finanças que deixassem sair de Portugal 10.000 milhões de euros sem pagar impostos, de quem é esse dinheiro, quem criou a lista VIP de contribuintes que estavam acima da lei e dos quais todos os funcionários de finanças estavam proibidos de investigar, e quem são os contribuintes que figuram nessa lista VIP.

Se não se apurarem todas as responsabilidades, se não se condenarem os culpados, se não se souber quem foram os corruptos e os corrompidos neste crime, se não se tributar o dinheiro que esses criminosos retiraram ilegalmente do país, fica provado que Portugal não é uma democracia nem um estado de direito, e que os políticos, os governos, a assembleia da república e até o presidente da república são simples paus mandados dos verdadeiros donos disto tudo, que são quem está acima da lei e que nenhum governo, politico ou presidente da república consegue enfrentar.

Assokapa

2016/09/04

A roubalheira do resgate dos bancos

É impressionante a facilidade com que as pessoas se deixam enganar. Andamos todos a discutir engenharia financeira, ratings, testes de stress, relatórios vindos do BCE ou de organismos que foram criados apenas para dificultar o entendimento das operações bancárias, e esquecermos o essencial. A nós, cidadãos portugueses lesados dos bancos, só nos interessa os factos, e os factos são:

O dinheiro desaparece como que por magia dos bancos e somos nós que pagamos o prejuízo.
Estamos a pagar e continuaremos a pagar durante muitos anos. Os sucessivos governos já injectaram nos bancos 20.000 milhões de euros de dinheiros públicos, ou seja, dinheiro dos nossos impostos. Para termos uma noção de grandeza do roubo, com 20.000 milhões de euros comprávamos 40 submarinos, ou 27 pontes Vasco da Gama, já com as respectivas corrupções incluídas.

Como é que o dinheiro desaparece dos bancos?
De várias formas, mas a mais comum é através de empréstimos que o banco concede a quem lhe pede emprestado e não paga a dívida. Quando os bancos emprestam dinheiro e não o recebem de volta, accionam as garantias bancárias, e vão buscar o valor em divida executando as hipotecas ou penhorando os avalistas. O problema surge quando as administrações dos bancos, emprestam dinheiro sem exigir garantias bancárias.

E a quem é que as administrações dos bancos emprestam dinheiro sem garantias bancárias?
Aos familiares, aos amigos pessoais, políticos, maçónicos, do partido, aos partidos a que pertencem, a quem os colocou nas administrações, a quem devem favores, a quem os consegue chantagear, às famílias de apelido pomposo, aos empresários vigaristas ou a grandes grupos económicos que normalmente os corrompem com uma percentagem do dinheiro emprestado. todos nós temos conhecimento de situações descritas em cima. Quem não se lembra da prenda de 11 milhões de euros que Ricardo Salgado recebeu de um empresário "amigo" a quem o BES emprestou umas centenas de milhões de euros?

Depois de muitas vigarices destas, os bancos ficam sem o dinheiro dos seus depositantes, e sem poder pagar os empréstimos que eles próprios contraíram em bancos estrangeiros. De seguida, os amigos governantes, que quando saírem da política têm bons tachos assegurados nesses bancos, apressam-se a pagar com o nosso dinheiro os prejuízos dos bancos, com a velha desculpa do risco sistémico.

Porque é que os governantes se apressam a cobrir os prejuízos dos bancos?
Porque para além de cobrirem as dívidas próprias, dos amigos e parceiros de partido aos bancos, pagam as dívidas dos bancos portugueses às instituições bancárias estrangeiras que se não receberem o dinheiro que emprestaram aos bancos portugueses, cortam o financiamento ao estado português. Digamos que juntam o útil ao agradável.

E isto responde a uma situação aparentemente inexplicável. Se o estado financia os bancos para cobrir os prejuízos, como é possível existirem lesados dos bancos que perderam todas as suas economias?

Resumindo… os vigaristas importantes pedem milhões aos bancos e não pagam, os cidadãos honestos perdem as economias de uma vida, os banqueiros e governantes salvam os amigos, e nós pagamos as dívidas dos vigaristas. E o mais chocante… ninguém vai preso nem é expropriado. Ainda este mês, Ricardo Salgado está a passar férias na sua quinta da Comporta.

Assokapa

2016/04/20

As intenções claras do BCE

As imposições de Bruxelas para se atingir determinados níveis de défice, mostram de forma clara as intenções de Bruxelas em relação à economia portuguesa. Se for necessário usar o dinheiro dos nossos impostos para cobrir os roubos, as corrupções e as perdas da banca, Bruxelas permite que os limites do défice sejam excedidos sem problema nenhum, como aconteceu ao défice de 2015, cujo limite foi largamente ultrapassado devido à ajuda ao Banif. Mas se for preciso exceder os limites do défice exigido para salvar vidas, aliviar o sofrimento dos portugueses mais carenciados, evitar que famílias vivam nas ruas e passem fome ou até para salvar a economia nacional, Bruxelas não permite que se exceda o défice.

A prova de que a união europeia e o Banco Central Europeu querem manter Portugal em crise permanente para que os países ricos beneficiem do pagamento dos juros da divida, é que não querem que Portugal suba o ordenado mínimo nacional, nem querem que o governo devolva o que PSD e o CDS nos roubaram, porque sabem que isso vai fazer com que a nossa economia comece a recuperar, e isso não interessa aos corruptos europeus.

Com tanto sítio onde cortar ou ir buscar dinheiro (parcerias público-privadas, resgates de bancos, pagamento de rendas à EDP, ou até cobrança de impostos às grandes fortunas e o fim dos paraísos fiscais) é curioso que o BCE aponte o congelamento do ordenado mínimo nacional, ou a não devolução do que nos foi roubado, como exigência para manter o défice nos valores que eles acham de deve estar, sabendo eles que o poder de compra dos portugueses é a única forma de a economia portuguesa poder começar a crescer.

Quem é minimamente inteligente sabe, que só com a devolução do poder de compra dos portugueses é possível fazer a economia e o emprego crescerem. Os bancos podem estar cheios de dinheiro para emprestar às empresas, que sem poder de compra dos portugueses nenhum empresário vai pedir emprestado ao banco para fazer uma empresa inviável por falta de quem lhes compre os produtos ou serviços.

Como não acredito que os economistas do BCE sejam tão estúpidos ou tão incompetentes que não saibam isso, só resta a possibilidade de tudo isto ser orquestrado por políticos corruptos europeus, no sentido de manter Portugal em profunda crise e assim beneficiarem com o colapso da economia portuguesa.

2016/04/06

A corrupção nos partidos politicos

Agora temos a certeza, com provas públicas, daquilo que muitos de nós sabíamos ou desconfiávamos, que uma grande maioria dos dirigentes políticos mundiais e muitos administradores e detentores das grandes corporações mundiais são traficantes, criminosos e corruptos, que vivem do roubo do dinheiro de quem trabalha e paga impostos. Agora já não há como fechar os olhos a esta criminalidade organizada. Quer seja dinheiro proveniente de corrupção, quer seja dinheiro que não pagou os impostos devidos, é dinheiro resultante de práticas criminosas.

Pior ainda, é que estes muitos milhares de milhões de euros roubados, são apenas uma pequena percentagem (entre 5% a 10%) do que foi verdadeiramente roubado aos respetivos contribuintes, na medida em correspondem a comissões referentes às quantias que os políticos deram a roubar às grandes corporações através de adjudicações de obras publicas, contratos fraudulentos de parcerias público-privadas e privatizações de empresas publicas ou de bens públicos.

Alguns países já começaram as investigações, mas por cá, com centenas de criminosos como administradores e detentores de empresas envolvidas nestes esquemas criminosos não se passa nada. Ainda não vi nenhum governante nem nenhum dirigente político-partidário condenar publicamente estas práticas criminosas nem propor ações para acabar com elas, o que prova que são coniventes, cúmplices e em muitos casos benificiários destas práticas criminosas.

O que seria normal, era ver nos média o primeiro-ministro e os principais dirigentes partidários, dizerem que vão criminalizar o enriquecimento ilícito e investigar todas as empresas portuguesas envolvidas nestas práticas criminosas. Só o Bloco de Esquerda veio dizer publicamente que vai voltar a apresentar na assembleia da república propostas de lei contra o enriquecimento ilícito. Vamos ver se e quando as apresenta, e como os outros partidos vão votar essas leis. Vamos poder perceber quais são os partidos políticos com dirigentes corruptos.

Portugal está em crise permanente, porque é governado por políticos corruptos e criminosos que se recusam legislar contra o enriquecimento ilícito, beneficiando eles próprios e os cúmplices que os corrompem, de leis que protegem criminosos em vez de os condenar. Os portugueses vão ter que começar a perceber quem são os partidos corruptos, coniventes e cúmplices da corrupção, e deixar de votar em corruptos, sob pena de eles próprios serem cúmplices dos ladrões a quem dão o poder de roubar o país e o dinheiro dos nossos impostos. Quem vota em corruptos não é vitima, é cúmplice.

Roubo de 16.000 milhões (32 submarinos) dos nossos impostos

Uma das provas de que somos governados por corrputos e criminosos, é que apesar de toda a gente já ter percebido que o plano nacional de barragens são um roubo aos nossos impostos, e um atentado à conservação da natureza, nenhum governante politico pára esta roubalheira. Não podemos estar com paninhos quentes com estes criminosos e temos que chamar as coisas pelos nomes. Os dirigentes dos partidos do arco da corrupção PS/PSD/CDS são ladrões e criminosos.




2016/01/31

Os governos portugueses violam sistematicamente a Constituição Portuguesa

Sabia que... Os governos portugueses violam sistematicamente a Constituição Portuguesa

Pensamos que vivemos numa democracia e que temos uma imprensa livre, mas de facto não é verdade. Na recente campanha eleitoral para as presidenciais de 2016, o candidato Paulo de Morais denunciou várias violações à Constituição da República Portuguesa, que foram sistematicamente abafadas durante a campanha e que passadas as eleições nunca mais se ouviram falar.

Os chamados comentadores políticos, que não são mais do que fazedores de opinião e os chamados jornalistas, que são controlados como se marionetas se tratassem, não só não falam sobre o assunto como não interrogam os actores políticos sobre essas violações alarmantes da Constituição Portuguesa.

Essas violações Constitucionais que beneficiam os grandes grupos económicos e os excentricamente ricos deste país e que não pagam impostos, têm como cúmplices os políticos dos partidos que têm estado no poder nas últimas décadas, os deputados eleitos para fiscalizarem o governo em nome do povo, e pior ainda, de todos os presidentes da republica, que jurando defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, permitem que a Constituição seja brutalmente violada como se nada fosse.

Entre as denúncias feitas por Paulo de Morais, estão o facto de a Constituição Portuguesa determinar que o Estado tem que garantir um ensino básico universal obrigatório e gratuito e no entanto uma família que tenha um filho a estudar no 9º ano só em livros escolares gasta cerca de 400 euros por ano.

Outra violação gritante da Constituição é a desproporcionalidade no pagamento de impostos. Em Portugal, e contra o que dita a Constituição, quem tem pouco património paga IMI, e quem tem muito património está isento de IMI.

2016/01/15

Francisco Louçã do lado dos corruptos

Ataque a Paulo de Morais

Sempre tive grande apreço por Francisco Louçã, e nunca pensei ser possível ver Louçã atacar quem ataca a corrupção ou tentar branquear a corrupção com a argumentação habitualmente usada pelos corruptos.

Há duas formas de ver a corrupção, ou à luz da definição do que é a corrupção, (O uso de um poder publico delegado para beneficio próprio ou de terceiros) ou à luz da lei feita por corruptos, que tentam através da lei, dificultar a identificação e a obtenção de prova para o crime de corrupção. Assim, uma coisa é a corrupção em si, outra é aquilo a que a lei (feita por corruptos) identifica como corrupção.

O que os corruptos ou quem os defende fazem, e Francisco Louça está a fazer, é usar a definição da lei para identificar a corrupção, quando todos sabemos que à luz da lei só é considerada corrupção quando se consegue obter um determinado tipo de provas, obtidas em determinadas condições, e que sejam aceites pelo tribunal como prova, para que um caso claro de corrupção, seja efectivamente considerado pela lei portuguesa como corrupção.

O que acontece, é que segundo a lei portuguesa, actos de pura corrupção não são considerados corrupção, e são considerados incompetência ou actos de má gestão para que os corruptos não possam ser condenados por corrução. Os contratos das parcerias público-privadas que não são mais do que uma forma de roubar dinheiro ao estado, perante a lei é legal, porque a lei permite que estes roubos sejam realizados de forma legal.

Um caso paradigmático e que ilustra bem o que explico acima, é o caso dos submarinos que é claramente um caso de corrupção com provas apresentadas e com condenações na Alemanha e na Grécia, com a prisão dos envolvidos, à luz da lei portuguesa não é considerado um caso de corrupção e foi arquivado por falta de provas, porque a lei portuguesa não aceita como provas, as provas que são aceites noutros países. Ou seja, um caso de pura corrupção, segundo a lei portuguesa não é corrupção. Assim, segundo a argumentação de Francisco Louça e que tem sido a argumentação dos corruptos e seus beneficiários, o caso dos submarinos não é um caso de corrupção porque a lei português assim o diz.

Paulo de Morais não é investigador nem polícia, e o que ele faz é o que todos os portugueses deviam fazer (Francisco Louçã incluído) que é denunciar a corrupção no ministério público, e esperar que o ministério publico investigue a acuse os envolvidos. Se os casos são arquivados, não é culpa de Paulo de Morais.

Francisco Louçã deve estar a pagar o facto do Bloco de Esquerda o ter indicado para o Concelho de Estado, e como é impossível arranjar algo contra Paulo de Morais, acaba por fazer uma triste figura ao tentar iludir os portugueses, utilizando a argumentação que costuma ser utilizada pelos corruptos. Nunca pensei ser possível, ver Francisco Louçã, atacar quem ataca a corrupção ou tentar branquear a corrupção apenas por uma questão de concorrência politica. Ou foi só agora que Francisco Louçã conheceu a acção de Paulo de Morais?

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