
Lutar, até que o povo acorde. Neste blog publicarei as minhas opiniões e a de outros com as quais concorde. Denunciarei as injustiças e a corrupção de forma simples e pragmática para que os mais desatentos entendam a forma como somos roubados, por quem e para quem. Fá-lo-ei de forma anónima, usando o mesmo principio do voto secreto, e porque quero poder dizer o que penso sem condicionalismos de espécie nenhuma. Embora pensemos que vivemos num país democrático, o certo é que cada vez mais somos controlados pelos poderes e corporativismos instalados, que não olham a meios para atingir os fins.
É importante saber que não tenho partido, religião, clube ou qualquer outra doutrina ou forma de associativismo que condicione a minha forma de pensar. Tento estar atento ao que me rodeia e pauto-me pela independência, imparcialidade, justiça e bom censo.
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2011/12/14
2011/11/13
2011/10/17
2011/10/08
Cozidos em lume brando
Se pusermos uma rã dentro de uma panela com água muito quente, ela salta logo cá para fora, mas se a pusermos em água fria e depois formos aquecendo a panela, ela até começa a gostar do quentinho, e quando sentir que está a ficar quente demais, já não tem forças para saltar para fora, e morre cozida. É isso que está a acontecer aos portugueses e aos europeus.
Agora imaginem que a panela não tem uma, mas milhões de rãs. As de baixo começam a queimar primeiro mas não podem sair porque as de cima ainda não estão a sentir o quente e por isso pouco interessadas em sair. Ou seja, estamos a ser cozidos lentamente em lume brando e por camadas (sociais). Com esta forma de cozedura lenta, tanto na temperatura como forma como nos vai afectando, cozendo por camadas, nunca há o perigo da malta se revoltar, e quando dermos por ela, estamos todos cozidinhos.
Agora imaginem que a nossa panelinha (Portugal) está metida dentro de outra panela bem maior (Europa), e que estamos no fundo da panela grande. Este processo de cozedura lenta dentro da nossa panela, está também a acontecer na panela grande, só que neste caso Portugal, Grécia e Irlanda estão no fundo da panela, e os outros países da Europa ainda não começaram a sentir a queimar, mas não vai faltar muito.
Quem mede a temperatura da água, é quem está a aquecê-la. As empresas de notação financeira americanas, que ao serviço de quem as controla, vão fazendo a temperatura subir.
Assokapa
2011/09/18
Programa de tv censurado pelo poder politico
Henrique Neto revelou a forma como a Maçonaria controla os partidos (ver minuto 26:33 ). Depois deste programa ir para o ar, a SIC cancelou todas as emissões seguintes.
Os convidados também concordam que não existe nenhuma alternativa dentro do parlamento, com partidos como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista a defenderem ideias retrógradas do séc. XIX.
Actualização de 28 de Fevereiro:
Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que Henrique Medina Carreira foi afastado por ser incómodo, num texto publicado no jornal Sol:
2011/07/26
2011/07/06
Rating da Moody's abaixo de lixo
Fiquei completamente estupefacto ao ouvir os (ir)responsáveis da banca portuguesa dizerem que não entendem a atitude da Moody’s. São apenas parvos, ou também recebem comissão? As razões são claríssimas. Depois da imprensa nacional (que também deve receber comissão) fazer eco e divulgar esta manobra especulativa, a bolsa nacional é a bolsa com maior queda a nível mundial.
Se os (ir)responsáveis portugueses não entendem esta manobra eu explico. À luz do acordo que Portugal fez com os chulos que nos vêm emprestar 70 mil milhões de euros e cobrar 30 mil milhões de juros pelo empréstimo, Portugal está obrigado a vender grandes empresas públicas, e com esta manobra especulativa apoiada pela imprensa portuguesa em geral, o preço destas empresas no mercado vai ficar baratíssima. O poder financeiro (chulos que fazem as notas) empresta-nos dinheiro na condição de vendermos as nossas empresas mais lucrativas a um preço baixíssimo, e ainda recebem juros altíssimos pela operação.
Há quem diga que a nova ordem mundial está infiltrada na união europeia, e de facto tem lógica esta afirmação, porque a Europa já devia ter criado agências de notação financeiras para atribuir níveis de rating sérios e credíveis às dividas dos países da Europa e não permitirmos que as agências americanas destruíssem as economias europeias com estas especulações. A noticia desta manobra especulativa deve ter rendido aos accionistas e patrocinadores da Moody’s muitos milhares de milhões de euros.
2011/06/23
2011/06/05
Resposta a comentário do post anterior
Apesar de não estar interessado em conversas consigo, porque a sua conduta não merece a minha atenção, devo dizer-lhe que você não pode dizer o que acha que eu penso ou em quem eu voto, porque a sua perspicácia não lhe permite fazer acertadamente esse tipo de sugestão. Você tem o direito de expressar as suas opiniões, mas não tem o direito expressar as minhas. Por essas, falo eu.
Não tenho motivos para gostar ou deixar de gostar de Passos Coelho, mas pior do que foi Sócrates não acredito que seja possível. Até porque já nos roubaram para os próximos anos e já pouco há para roubar. Agora só podemos ser roubados de 2040 para a frente.
O que eu escrevi, e qualquer pessoa inteligente percebe, é que o eleitorado tem o péssimo hábito de escolher os políticos pela simpatia ou pela avaliação que fazem das características de personalidade de cada politico, esquecendo-se que mais importante que isso são as intenções e ao serviço de quem é que cada politico se apresenta a candidato ao poder.
A banca rota ao fim de tantos anos de governação, são a melhor prova da péssima governação de Sócrates.
Os dinheiros públicos são roubados através das parcerias publico-privadas, com contratos lesivos ao estado em que os lucros são para os privados e os prejuízos para serem pagos por todos nós. Rouba-se dinheiros públicos, privatizando o que dá lucro e nacionalizando o que dá prejuízo. Rouba-se pagando ordenados obscenos e prémios de desempenho aos “boys” para gerirem empresas que dão prejuízo todos os anos. Rouba-se dando a privados direitos de exploração de bens que são de todos nós.
E não, não estou a falar de Oliveira e Costa, porque quem roubou o nosso dinheiro foi Sócrates. Oliveira e Costa roubou dinheiro do banco privado do qual era administrador. Roubou os accionistas do banco, quem lá depositou dinheiro e quem fez operações especulativas. Quem roubou dinheiros públicos foi Sócrates ao privatizar o banco, e cobrindo com o dinheiro de todos nós, negócios ilegais e fraudulentos praticados por administradores de um banco privado, na pratica somos todos nós que vamos pagar o assalto ao banco.
2011/06/04
Sócrates é um homem determinado
Por isso mesmo não devemos votar nele, porque já mostrou quais as suas intenções, e ter um homem com estas capacidades a usar o nosso dinheiro para proveito dele, dos amigos, e do partido, não deu nem pode vir a dar bom resultado. Nós sabemos que os políticos são mentirosos, mas Sócrates tem sido dos melhores e maiores mentirosos que já alguma vez tivemos. Diz o que for preciso para atingir os seus objectivos, e nunca tem vergonha de se contradizer. Já mostrou que está ao serviço dos lóbis, dos corporativismos e dos interesses instalados, e não era agora que ia mudar de rumo.
Se um politico se candidatar a primeiro-ministro com intenção de roubar os dinheiros públicos, quanto mais capacidade, inteligência e poder de realização ele tiver, pior para o país e para o seu povo.
Sócrates já mostrou do que é capaz. Roubar o país até o levar à banca rota ao ponto de não ter dinheiro para pagar salários da função publica no mês seguinte, não é para qualquer um. Depois disto tudo, provocar uma crise e recandidatar-se ao cargo e conseguir enganar milhões de pessoas, só mesmo um excelente vigarista (politico à portuguesa). Pena é que não esteja ao serviço do país.
http://assokapa.blogspot.com/
2011/05/20
Cá rouba-se com cumplicidade da troika
2011/05/08
2011/05/07
Grande discurso
2011/04/28
Organismos inuteis.. por Marque Mendes
2011/04/19
O jogo das cadeiras
Eu explico de uma forma simples:
Eu fabrico uma nota de 100 e empresto a um país e ele fica a dever-me 110. Mas o país só tem 100. Para me pagar os 110, vai ter que me pedir mais 100. Eu fabrico mais uma nota de 100 e o país fica a dever-me 220. Mas só tem 200. Se me pagar os primeiros 110 fica apenas com 90, mas deve-me 110. Ou seja, nunca há dinheiro para pagar a dívida porque a dívida é sempre maior do que o dinheiro que existe em circulação. Se cada nota que se fabrica gera uma dívida superior ao valor dela, nunca há dinheiro para pagar a dívida toda. É sempre preciso pedir mais dinheiro para pagar a dívida, e quanto mais dinheiro se pede, maior é a dívida.
Enquanto o dinheiro circula e há sempre alguém que deve a alguém, parece correr tudo bem. Ao criar-se uma crise, ou até apenas o pânico, em que toda a gente reclama o seu dinheiro aos devedores, há sempre alguém que não tem dinheiro para pagar a dívida.
É como o jogo das cadeiras. Há 10 pessoas em pé e 9 cadeiras. Enquanto não se sentarem todos ao mesmo tempo, há cadeiras para todos. Mas se de repente é necessário que todos se sentem ao mesmo tempo, fica a faltar uma cadeira e alguém vai à falência.
Na prática todo o dinheiro que existe em circulação não chega para pagar toda a dívida, porque a dívida é sempre maior do que o dinheiro que existe, devido ao facto de cada nota que se fabrica gerar uma dívida superior ao seu valor.
Assokapa
2011/04/18
Fernando Nobre
"Demonstra o meu desapego completo a qualquer cargo político de poder. Só iria para presidente da Assembleia da República porque é um lugar que permite exercer uma influência", sustentou Fernando Nobre.
Ou seja... Como tenho desapego por cargos politicos de poder... quero ser presidente da Assembleia da República, se não for, vou-me embora (grande desapego)... e quero ser árbitro para poder ter influência no jogo...
... porreiro pá.
Assokapa 18-04-2011
2011/04/17
Gang do crédito
Fico completamente abesbílico pelo facto de não ver ninguém fazer esse pequeno reparo. Não é Portugal que vive acima das suas possibilidades, são alguns portugueses (poucos) que vivem muitíssimo acima das suas possibilidades. Como é que se pode dizer que uma família que tem um rendimento de 800 € e paga 500€ de casa, e resta-lhe 300€ por mês para alimentar 4 pessoas, escola dos filhos passes sociais, médicos, remédios, vive acima das suas possibilidades?? Estamos todos parvos? Como é que um reformado que recebe 200€ de reforma e gasta 180€ em medicamentos vive acima das suas possibilidades??? Quem afirma uma coisa destas só pode ser estúpido que nem uma carrada de mato. Quem trabalha não vive acima das suas possibilidades.
Quem vive acima das suas possibilidades são os ladrões dos políticos com os gastos que fazem em nome do estado, com as mordomias e ajudas de custo ilimitadas, cartões de crédito e toda a espécie de roubos.
Quem vive acima das suas possibilidades é o governo que rouba metade do PIB com negócios desastrosos para o país, que fazem parcerias público-privadas em que o estado é fortemente lesado, transferindo a riqueza do estado para os privados e cobrindo os prejuízos dos privados com dinheiros públicos. São os boys que num país como Portugal, são dos gestores mais bem pagos da Mundo. Esses é que vivem acima das suas possibilidades, e esses é que deviam ser apertados pelo FMI.
As dividas e os prejuízos dos bancos como o BPN e dos seus accionistas que são dívida privada, passaram a dívida pública como que por magia. Isto é tão escandaloso que o governo traz o FMI para nos emprestar aquilo que o governo precisa de nos roubar. O FMI e o governo são o gang do crédito, porque no multibanco os portugueses também já não têm dinheiro.
O “modus operandi” deste gang é o seguinte…
Vamos na rua, e chega o Sócrates:
Sócrates: - Isto é um assalto… passa para cá 3000€
Zé Povinho: - Só tenho 100€
Sócrates: - Não faz mal, eu trouxe aqui o meu amigo FMI que te pode emprestar o resto.
Zé povinho: - Mas eu não preciso de dinheiro emprestado…
Socrates: - Claro que precisas… se eu preciso de te roubar 3000€ e tu só tens 100€ é fácil de ver que precisas de dinheiro emprestado… Ó FMI, dá-me 2500€, ficas com 500€ de juros para ti e dá o documento de divida de 3000€ para o Zé assinar.
O FMI que devia trazer austeridade a quem vive acima das suas possibilidades, vem trazer austeridade a quem já vive na miséria há décadas. Fico chocado por não ver ninguém, nem sequer os partidos da oposição nem presidente da república, nem a comunicação social chamar a atenção para o facto de terem que ser os portugueses que vivem acima das suas possibilidades, os alvos da austeridade.
Quando se trata de receber, uns recebem 200.000€ de ordenado por mês e outros recebem 400€, mas quando se trata de ficar a dever, cada português deve 3000€ de divida soberana… porreiro pá.
Num país onde as desigualdades são gritantes, é engraçado ver que na altura de pagar, passámos a ser todos iguais.
Assokapa 16.04.11
2011/04/16
Convencer os mercados
Enquanto uns estão a ser severamente apertados, outros continuam a roubar à grande e à Portuguesa. ( sim… porque os franceses não roubam assim). Ordenados obscenos para os “boys” (gestores públicos incluídos) do PS e PSD, mordomias para os políticos, institutos e organismos inúteis, pareceres jurídicos, e parcerias publico-privadas, benesses para os bancos, Etc.etc. Os roubos costume.
Dirão alguns que não são os ordenados milionários dos parasitas (gestores públicos) e as mordomias que fazem a diferença do défice. Pode até não fazer muita diferença em termos de dinheiro, mas faz toda a diferença em termos de atitude. Até porque o povo que já percebeu que os roubos continuam e que o dinheiro dos impostos que paga não está a ir para onde devia, não está com vontade nenhuma de trabalhar e continuar a ser roubado. Os mercados já perceberam isso. Enquanto o esforço não for de todos e no mesmo sentido, nunca as reformas serão credíveis. Enquanto o PS e o PSD se desentenderem na partilha do saque e do poder completamente alheados da realidade que os rodeia, e enquanto o Presidente da Republica não deixar de ser a “Rainha de Inglaterra”, vai ser difícil convencer os portugueses ou os mercados ou quem quer que seja do que quer que seja.
Se os dois partidos que têm desgovernado e vão continuar a desgovernar Portugal mostraram claramente na assembleia da república ao chumbar a proposta para limitar os ordenados dos parasitas (gestores públicos) que não estão dispostos a deixar de roubar, é claro que os mercados não levam a sério estas farsas a que o governo chama reformas.
Assokapa 22/02/2011
FMI em Portugal
Se pelo contrário, o FMI vier ajudar o governo na continuação do seu objectivo de destruir completamente o país, acabando com as poucas empresas que ainda conseguem sobreviver e com o emprego que resta que no fundo são quem produz, sustenta o país e que vão pagando os roubos do governo, dos políticos e dos parasitas que enriquecem à conta dos nossos impostos, então ficamos pior.
Neste caso o FMI não faz cá falta porque o governo está a conseguir com muito sucesso e de uma forma muito eficaz, acabar de vez com Portugal.
Assokapa 12/01/2011
Galinha dos ovos d'ouro
O país está a ser roubado por gente tão estúpida que nem percebe que acabam por matar a galinha dos ovos de ouro. Se fossem inteligentes, iam roubando devagarinho e podiam roubar mais tempo. sem as pequenas e médias empresas, sem emprego e sem dinheiro no bolso para consumir, e a continuarem os roubos dos bpn’s, dos institutos, das empresas municipais, das fundações, dos obsrevatórios e de todos os cerca de 13.000 organismos que vivem à conta do nossos impostos com os parasitas dos gestores a viverem principescamente à conta de quem trabalha, este país vai entrar em banca rota muito rapidamente.
Para o país sobreviver era preciso que os roubos fossem mais modestos, e que fossem retirados das tetas alguns parasitas. É claro que nenhum partido e muito poucos políticos estão interessados em acabar com a corrupção porque é disso que eles vivem.
Assokapa 04/01/2011
Incompetencia dos políticos
Os partidos que deveriam servir para resolver este tipo de questões, e criar legislação para assegurar a qualidade da governação, não passam de incubadoras de incompetentes, vigaristas e ladrões que apenas servem para cuidar dos interesses do poder económico, dos seus interesses pessoais, amigos e familiares, e roubar aos pobres para dar aos ricos.
A situação é tão caricata, que como já não temos mais dinheiro para nos roubarem, endividam-nos. O governo é uma espécie de gang do multibanco. Ou seja, ficamos a pagar nos próximos anos, os roubos que sofremos hoje, e portanto serão os nossos filhos a pagar o roubo.
Para que o país tenha sucesso, é necessário que todos nós sintamos que o nosso dinheiro é bem gasto, e que temos direito àquilo para o qual descontamos. Saúde, educação e justiça com um mínimo de qualidade. Sem o esforço e o empenhamento de todos não é possível levar o país a bom porto.
Assokapa 30/11/2010
Esmeralda
Para além disso, um juiz não é um psicólogo, e se os psicólogos dizem que é desastroso para a criança ser entregue a um desconhecido, essa opinião devia ser respeitada. É incrível como um Juiz pode decidir acerca de matérias das quais não faz a mais pálida ideia, e pelos vistos, nem respeita a opinião de quem sabe.
Mais... se o progenitor gostasse da filha um pouco que fosse, era o primeiro a querer que a ela ficasse com os pais verdadeiros… porque são os únicos que a Esmeralda conhece.
Agora pergunto eu o que é que vai acontecer aos juízes que tomaram essa decisão, se a Esmeralda tiver problemas graves no futuro, ou pior ainda, se for maltratada ou abusada sexualmente pelo oportunista que só se lembra agora que quer uma filha que abandonou quando ela mais precisava.
Acho caricato que um tribunal entregue uma menor a um pai negligente. Se o pai biológico tivesse sempre vivido com a filha e fosse negligente, o tribunal retirava-lhe a filha, mas se um pai for muito negligente ao ponto de abandonar a filha, ganha o direito a ficar com ela, apesar de isso ser terrivelmente traumatizante para uma criança que não tem culpa nenhuma de ter nascido fruto de uma relação esporádica, sem sequer ter sido desejado ou planeado o seu nascimento.
A mim ninguém me adoptou os filhos, pela simples razão de que eu nunca os abandonei. Parece que estamos todos parvos? A situação em que a criança se encontra, foi criada pelo progenitor. Os pais afectivos, limitaram-se a socorrer a criança de uma situação desesperante, criada pelos progenitores.
E não me venham cá com leis, porque não é disso que se trata, trata-se de uma cambada de oportunistas que vêm neste caso mediático, uma oportunidade de aparecerem nas televisões e de se promoverem à custa do sofrimento de uma criança.
Quanto mais conheço as pessoas… mais gosto dos animais
Assokapa 22/11/2007
Informação aos leitores
Desgorvernados
Gastamos muito, trabalhamos pouco, somos os últimos da Europa em tudo o que é bom, só estamos à frente na desgraça e na incompetência. A Saúde está péssima, a justiça não existe, a educação está de rastos. O despesismo aliado à incapacidade geral da máquina do estado, devido à burocracia e falta de soluções criativas e inteligentes para a resolução de problemas, vai ser desastroso a curto, médio e longo prazo. E sabem o que é mais assustador?
É que não vai ninguém ao volante. Estamos completamente desgovernados. O piloto vai a lutar com o pendura na disputa pelo volante, e vamos completamente aos eSSes. Cá atrás, a maior parte de nós vai completamente distraída, outros muito ocupados com os seus afazeres, e outros nem sequer têm consciência do perigo. A continuar assim, não vamos conseguir fazer a próxima curva.
Há incompetência em todos os sectores da sociedade, mas devido à importância dos cargos, a incompetência dos políticos, dos juizes e dos jornalistas, é particularmente grave, porque se vai reflectir no estado da sociedade. E o problema tem várias vertentes; Os políticos, não têm habilitações académicas para os cargos que desempenham. Deveriam ter cursos de ciências políticas, e noções de Estado. Qualquer engenheiro, advogado ou economista pode ser ministro ou secretário de estado, ( e alguns nem isso são ). Para provar que a competência nas matérias é o que menos interessa, têm a lata de trocar de ministério.
Eu sei que a agenda é pesada e o esforço que têm que fazer para se manterem no poleiro é desgastante, mas têm de arranjar um tempinho para trabalhar, para tomar decisões, para governar. O principal mal dos nossos políticos, para além da incompetência, é a falta de tempo para trabalhar para o país.
Assokapa 01/05/2001
Jornalismo pimba
Os órgãos de comunicação social, que deveriam chamar a atenção para o que está mal, ocupam-se com noticias macabras, exploram o sofrimento alheio, praticam um jornalismo pimba, e pactuam com os políticos, com a denominada justiça (que simplesmente não existe no nosso país), e com o poder económico, tapam-nos os olhos, não tocando em temas “quentes”, e quando a “bronca” é por demais evidente, limitam-se a passar uma tímida noticia, sem irem até às ultimas consequências, e denunciar os culpados de tão revoltante situação.
Alguns jornalistas queixam-se de que em Portugal a culpa morre solteira, esquecendo-se de que é a sua própria classe a responsável pela maior parte das culpas que morrem solteiras, porque se a culpa morre solteira, há um irresponsável que a comunicação social nunca procura. A comunicação social é que deixa morrer solteira a culpa de quem é culpado pela culpa morrer solteira. Infelizmente não podemos confiar na comunicação social, que demonstra com a sua actuação diária, que tem medo de enfrentar os diversos poderes instituídos, (e que na maior parte dos casos depende directamente deles) nomeadamente o poder político, o poder judicial, e o económico. Como todos os males da nossa sociedade estão directa ou indirectamente ligados a estes três poderes, e como o poder da opinião pública é formado pelas noticias que a comunicação social nos divulga, é fácil perceber porque é que estamos tão mal informados, e porque é que a nossa sociedade é o que é. Estamos todos num estado de hipnose geral, numa espécie de sono profundo, que nos impede de perceber o que é que está mal, porquê, e por culpa de quem.
Assokapa 29/04/2001
Morte na estrada
Está mais que provado que a repressão não resolve o problema, porque nunca a caça à multa esteve tão apertada, e o índice de sinistralidade continua a aumentar. Quando o estado quiser efectivamente reduzir a sinistralidade em Portugal, vai ter que legislar e reformular completamente os métodos e regras de ensino da condução de veículos. (Do modo como se obtém uma carta de condução em Portugal, até admira como é que não há mais acidentes).
Durante a aprendizagem, não se guia de noite, nem se experimenta a diferença de resposta do veículo em piso molhado, não se guia em estrada, nem auto-estrada, nem se tem consciência da arma que se tem nas mãos ao conduzir um veiculo, nem das implicações jurídicas que acarreta. Para além de um ensino prático completo e eficiente, aos candidatos a condutores, deveria ser explicado como acontecem a maior parte dos acidentes, (já tipificados), os perigos, as causas, precauções a tomar, e serem sensibilizados para a necessidade de adaptar a condução às diferentes condições humanas, do veículo, da estrada, e meteorológicas etc., etc. Com vontade política, haveria muito que fazer em matéria de segurança rodoviária.
Infelizmente é já na estrada e na via pública, com a carta no bolso, que todos nós aprendemos a conduzir, com os sustos e acidentes que temos ao longo dos anos, e que para alguns de nós é fatal logo à primeira «lição». Para outros a lição fatal só acontece mais tarde quando involuntariamente fazemos parte de uma das primeiras lições de outro condutor.
O ensino da condução não está de forma alguma adequado à realidade do trânsito, e o governo, não quer alterar esta situação. Para o governo a sinistralidade legitima a repressão, e a verba «dá jeito» ao orçamento. Quando precisar de mais receita nas multas, vai implementar uma nova modalidade no ensino da condução: por correspondência. Se mesmo assim a receita for curta pode-se sempre oferecer umas cartas de condução dentro de pacotes de bolachas. É com a consciência desse facilitismo que penso quando vejo uma manobra perigosa, (deve-lhe ter saído a carta na farinha Amparo).
Assokapa 13/04/2001
Aborto - A mais gritante prova da nossa hipocrisia
Mas a proibição do aborto ganhou em referendo, e como sou democrata, aceitei a vitória de quem votou contra a despenalização. Embora duvidasse que a verdadeira intenção de quem votou contra, fosse mesmo acabar com o aborto, esperei para ver, e pensei que finalmente ia assistir ao encerramento de algumas dessas casas que o praticam ilegalmente, (nem que fosse para «inglês ver») e assistir à prisão de algumas pessoas, algumas "parteiras", e alguns "médicos".
É com grande espanto que verifico, que passados estes anos não tenha encerrado uma única casa onde se praticam abortos ilegais, quando todos nós sabemos onde elas existem, nem ninguém tenha sido sequer julgado pela prática desse crime. Fico ainda mais chocado ao ver que o PSD, o CDS, a igreja, os movimentos «a favor da vida» e os portugueses que votaram contra, não exijam resultados práticos da sua vitória.
Então não era para acabar com a prática do aborto a finalidade dos vossos esforços? A vossa nobre causa não era para salvar vidas? Salvaram muitas?
Ao fim deste tempo está mais que provado que toda esta gente que votou contra a despenalização do aborto está completamente a borrifar-se para o direito à vida dos outros. Será assim tão difícil, chegar a uma esquadra da policia e denunciar uma casa onde se pratique o aborto ilegal, e exigir o seu encerramento? Entre tantos milhares de pessoas, e tantos movimentos «a favor da vida», ninguém denuncia nada? Ninguém faz nada? Não sentem vergonha? Estão de bem com a vossa consciência? Eu, no vosso lugar não estava. E o PSD e o CDS onde estão? Será que o maior partido da oposição e o CDS não conseguem fazer nada para impedir as dezenas de abortos que se praticam por dia?
Para mim, ficou bem claro que as minhas suspeitas tinham fundamento. O PSD e o CDS sentiram que se exigissem um referendo tinham a possibilidade de conseguir uma vitória política sobre a esquerda, e vergonhosamente utilizaram o «direito à vida» para conseguir os seus objectivos políticos.
Quem ficou a ganhar com o resultado do referendo foram as casas que praticam o aborto ilegal, que «facturam» fortunas livres de qualquer tipo de impostos e a preços escandalosos. (quando deixar de ser ilegal, acaba-se a mama).
Será que no próximo referendo, esta gente toda (que agora não actua nem se manifesta) vai ter a «lata» de sair novamente para a rua em manifestações a favor da Vida?
De qualquer modo, e para sermos menos hipócritas, o texto do próximo referendo deveria ser:
- A favor da despenalização do aborto
- A favor da continuação do aborto ilegal
Na realidade são estas, as duas opções que se nos colocam.
Assokapa 08/04/2001
2011/04/15
Roubar os pobres
Dou como exemplo, o escandaloso negócio das farmácias, não só por nos afectar a todos, mas porque afecta principalmente os idosos, os mais desprotegidos, os mais pobres, e principalmente porque é daqueles temas em que ninguém «toca». Nem partidos políticos, (nem os de esquerda, que se dizem defensores do povo), nem comunicação social, (A Visão publicou um artigo sobre o tema, mas infelizmente só constatou que as farmácias são um excelente negócio), nem associações de consumidores.
É evidente que apesar de ser uma pessoa bem informada, não consigo ter informação da totalidade de tudo o que se faz ou diz neste país, de qualquer modo as minhas acusações são para quem nada faz para alterar esta situação, para os outros o meu «bem hajam». De qualquer modo, na generalidade, é um tema tabu, que não se vê discutido nos média, nem se vislumbra qualquer alteração a curto ou médio prazo.
As farmácias são dos negócios mais lucrativos que existem. Quem é que paga esse lucro? Todos nós através dos impostos e quando estamos doentes, os doentes crónicos, e os idosos que necessitam dos remédios para viver, e que segundo a constituição deveriam ter direito à vida. Os idosos, se quiserem viver ou tentar sobreviver, pegam na sua miserável reforma e gastam metade em remédios, para pagar os lucros milionários que as farmácias não permitem sequer que alguém ponha em causa. Porque é que os remédios são tão caros? Porque o estado não permite a abertura de mais farmácias, não fosse a livre concorrência estragar o negócio às já existentes. Porque é que o estado é cúmplice? Porque o estado gasta mal, sabe-se lá em quê os largos milhões de contos, que nos cobra a nós em impostos e que não entrega às farmácias. Porque é que as farmácias não exigem a dívida? Por duas razões. Porque assim têm o estado na mão para este não atribuir mais alvarás e não haver livre concorrência que resultaria na baixa de preços dos remédios e consequentemente lhes estragaria o negócio, a segunda razão, é porque não precisam, apesar da divida do estado, o negócio é extremamente lucrativo.
O que é repugnante, para além da cumplicidade do estado, é que esse lucro seja pago pelos mais pobres, e através de um artigo de primeiríssima necessidade. Falando curto e grosso, o estado que tem como obrigação a defesa de todos nós, violando a constituição, obriga os mais pobres e os mais desprotegidos a pagar a preço de luxo um artigo de primeira necessidade, e a que deveriam ter acesso grátis, ajudando os que já são ricos a ficarem ainda mais ricos, deixando-se chantagiar pela Associação Nacional de Farmácias.
Com tanta injustiça, e tanta imoralidade junta, alguém me sabe explicar porque é que ninguém diz ou faz nada? Estamos ou não todos a dormir? Onde estão os partidos ditos de esquerda, e as organizações que nos deveriam defender? Onde está a comunicação social que supostamente deveria de alertar para o que está mal? Devem estar todos em Entre os Rios a discutir audiências, explorando o sofrimento dos familiares das vítimas, e perguntando:
Você que perdeu sete familiares neste acidente, o que é que sente neste momento?
Assokapa 06/04/2001